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Serra evita apoiar projeto de união civil na abertura da parada gay
O prefeito de São Paulo, José Serra
(PSDB), 63, fez uma passagem relâmpago e burocrática na abertura da 9ª edição da
Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), na avenida
Paulista.
Ele fez um discurso que durou menos de dois minutos.
Questionado pelos jornalistas se apoiava o projeto de união civil entre pessoas
do mesmo sexo, o prefeito desconversou. A reação do público também foi
morna. Após sua fala no palco montado em frente ao prédio da Gazeta, Serra não
foi nem aplaudido. O prefeito disse que "São Paulo respeita as diferenças e não
exerce discriminação".
Vestindo camisa e calça social, sem gravata, Serra
foi chamado ao palco pela apresentadora de TV Astrid Fontenelle por volta das
12h30. "São Paulo é uma cidade que tem os braços e a mente abertos à
diversidade", disse o prefeito, que chegou ao evento acompanhado do secretário
da Justiça e da Defesa da Cidadania Hédio Silva Júnior e do vereador e cantor
Agnaldo Timóteo (PP).
Indagado pelos jornalistas se o caminho para os
parlamentares aprovarem a união civil entre homossexuais é longo, o prefeito
mudou de assunto: "Esse [a parada] é um exemplo de grande porte, muito
importante. E do ponto de vista da vida pública brasileira, vai ter sua projeção
a médio e longo prazo". A parada pretende reunir um público recorde de 2
milhões de participantes, consolidando sua posição de maior evento do gênero no
mundo. O primeiro dado oficial sobre o público deve sair por volta das
18h.
Neste ano, o evento faz homenagem aos ícones dos anos 80. Os DJs já
tocaram "clássicos" como músicas da Xuxa e do Trem da Alegria.
- Fonte
de Informações: Folha On Line
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