Special GLS

800 ou 500 mil???
Não importa a quantidade o importante é que a XI Parada Gay do Rio continua sendo a mais linda e fez bonito até em um domingo chuvoso
pgrio1.jpgCopacabana é palco, mais uma vez, de uma festa de luxo e glamour. Os calçadões da Avenida Atlântica foram estreitos e o comprimento dessa importante artéria da Cidade Maravilhosa ficou curto diante da grande multidão que acompanhou o desfile de beldades nesse dia 30 de julho de 2006.
 
Realmente, o Rio é imbatível quando se fala de gente bonita, sarada, bronzeada e carismática. O sotaque carioca, tão peculiar, não é a única coisa que o carioca da gema tem de melhor. Sinceramente, fiquei encantado com o jeito “maneiro” desse povo irmão, tão alegre e tão receptivo.
 
pgrio2.jpgPor essas e outras razões que o Rio continua sendo campeão em turismo. Aliás, por falar em turismo, acabei conhecendo o Guia de Turismo Antônio Carlos da Silva, renomado profissional, reconhecido internacionalmente, com cadastro da Embratur, que me deu um show de como se trabalha com profissionalismo. Valeu muito a pena tê-lo conhecido.
 
O tema da XI Parada do Orgulho GLBT Rio 2006 - SOU CIDADÃO, SOU IGUAL A VOCÊ – tornou-se o bordão de todos os participantes dessa festa cidadã, que buscam nada além do reconhecimento legal e estatal dos direitos dos cidadãos gays, que sempre estiveram e continuam tratados como cidadãos de segunda categoria. Essa luta, encampada pela Ong Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual, em linda campanha publicitária criada pela agência Indústria Mark Design (designer Bruno Bertani), deu o tom principal do grito dos oprimidos e discriminados.
 
pgrio3.jpgSegundo Jussara Bernardes, em comunicado distribuído à imprensa, a campanha “a Parada levanta as bandeiras da criminalização da homofobia e da aprovação da união civil entre pessoas do mesmo sexo” e busca “sensibilizar a população para o respeito entre os cidadãos, às diferenças e a valorização da cidadania”.
 
Na abertura da Parada, o discurso dela foi pra lá de politicamente correto, quando disse que a parada era para todos, gays, lésbicas, simpatizantes e também para os heterossexuais, quando foi aplaudida pela multidão de mais de 800 mil pessoas que lotavam a avenida, apesar da chuva que começou fina e teimou em engrossar até o final do espetáculo que durou mais de sete horas.
 
pgrio6.jpgAs novidades para a décima primeira edição da Parada foi o beijaço coletivo, embalado ao som de “O bom é beijar”, música oficializada como o hino da Parada-GLBT, entoada pela cantora Leila Maria, abrindo o evento, que teve vinte trios elétricos animando a multidão, dentre eles se destacando três trios oficiais (Sou cidadão, sou igual a você, Mulheres e o trio Grupo Arco-Íris), além do trio Disponível/The Week, que brilhou como sempre na avenida. Repetindo a dose e com um pouco mais de tempero, esse trio fez seu show à parte, conduzindo centenas de pessoas em cima do trio e em seu entorno, todos encantados com a música forte que corria solta, comandada por DJ’s profissionais. O Augusto Rossi e sua equipe estão de parabéns!
 
pgrio5.jpgO arco íris estava completo, e ainda mais lindo ficou com a participação do grupo “Fina Batucada – Percussão Feminina do Mestre Riko”, formado por cento e cinqüenta mulheres. É o respeito à diversidade, expresso até mesmo na composição dos participantes do desfile oficial da Parada.
 
Dentre os ilustres, estava presente o ator Sérgio Mamberti, secretário da Identidade e Diversidade Cultural do MinC  que declarou a este colunista que “a importância do apoio institucional na realização das paradas do orgulho GLBT pelo Brasil a fora, é muito grande e de vital importância para o resgate da cidadania do homossexual, além de ser um dos investimentos chave do governo federal”.
 
pgrio4.jpgO Sérgio disse, ainda, que o governo federal deve ampliar os investimentos nesse segmento, passando de R$ 800.000,00 para R$ 1.200.000,00 a soma destinada às entidades que trabalham com as causas relativas aos homossexuais.
 
A Prefeitura do Rio, as Nações Unidas, o Ministério da Cultura, Ministério da Saúde, Museu da República e o Movimento DELLAS (ong que defende os direitos das mulheres lésbicas, do Rio), deram o apoio necessário à realização dessa festa grandiosa.
Espera-se que as bandeiras levantadas, que as lutas aqui iniciadas sejam vitoriosas e que ano que vem a gente tenha muito mais o que comemorar.
 
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