30.05.2005- São Paulo mantém a tradição de ter a Maior Parada Gay do Mundo


ps9.jpgCerca de 1,8 milhão de pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, invadiram a Avenida Paulista e seguiram até a Praça da República para festejar a 9ªedição da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. Os cálculos dos organizadores são de que 2,5 milhões participaram da parada. Chegaram a esse número com base no ano passado, quando apenas uma pista e meia da avenida foi liberada. Este ano foram as duas e estavam cheias de ponta a ponta. A parada saiu pouco depois das 14 horas. Às 18, apenas 6 caminhões de som tinham chegado à Consolação. Ainda faltavam 18. A previsão é de que a parada invadisse a madrugada.

Embora a avenida estivesse interditada desde as 6 horas, somente depois do meio-dia é que o pessoal começou a chegar e, mais ainda, no meio da tarde. Segundo a PM, a maior concentração de pessoas se deu por volta das 16 horas. Gente de todo tipo e idade se acomodou nas calçadas, janelas e sacadas dos prédios para ver o desfile dos trios elétricos. O mais interessante, porém, acontecia no chão. Era ali que podia ser visto o cabelereiro Jô Andrade, de 34 anos, em seu dia de glória, vestido de ‘‘dama antiga’’. Ou o funcionário público Jorge Silva, de 34 anos, fantasiado de ‘‘primavera’’ numa produção que levou dois meses.

O carteiro Antonio Carlos Lopes de Souza, de 38 anos, tirou o uniforme amarelo chamativo e usou calcinha, sutiã e meias de seda preta, com sapatos cor-de-rosa. ‘‘Quando entrego cartas, sou profissional’’, disse. Mas, hoje, estava de folga. Soltou a franga desde o Paraíso.

O som dos trios elétricos era fanhoso e ensurdecedor. Mas quem se importava? Tinha gente vestida com roupa demais, apesar do sol forte, e gente usando só purpurina. ‘‘Todo mundo aqui é gay, lésbica ou simpatizante’’, gritava um dos locutores. ‘‘O Brasil é o país da liberdade, mas há muito preoconceito. No ano passado, 150 homossexuais foram mortos por causa da sua condição. Exigimos direitos iguais, nem mais nem menos, e já.’’
 
União civil – O tema do desfile foi a parceria civil entre homossexuais. Neste ano o projeto de lei que reconhece parceria entre pessoas de mesmo sexo completa dez anos na gaveta do Congresso. Um é de autoria da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), quando era deputada federal. Outro é do deputado Roberto Jefferson (PTB). A organização recolheu assinaturas no meio da Avenida Paulista para um abaixo-assinado para retomar a discussão do projeto em Brasília.

O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), que participou da abertura do evento, ficou menos de meia hora na Avenida Paulista e foi embora sem responder se é favorável ou não à união civil entre homossexuais. Após um discurso de dois minutos em que disse que ‘‘a cidade tem os braços e as mentes abertas às diferenças e à diversidade’’, Serra foi questionado sobre sua posição em relação ao projeto de lei que estabelece a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Serra deu as costas e não respondeu. Já Marta ficou por três horas sobre um trio elétrico ao lado de militantes do PT que distribuíam camisetas com a inscrição ‘‘Marta 2006’’ – em referência à disputa pelo governo do Estado.
Veja Fotos::::::::::::::::::::::::           

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Fonte de Informações: Estado e Folhapress
Imagens cedidas pelo Portal Terra
 
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