Cerca de 200 mil pessoas compareceram á 5ª Parada Gay de
Salvador (Segundo a Polícia Militar), realizada nesse domingo, três de setembro
de 2006, foi mais uma demonstração de que a cidade está mais tolerante, mais
receptiva e de que a consciência de que o gay é um ser humano normal está mesmo
tomando conta de nossa sociedade.
O que se viu na avenida Sete de Setembro, Carlos Gomes,
Praça Castro Alves e Campo Grande foi uma grande demonstração de civilidade e
de democracia social. Ali, no mesmo nível, estavam gays, lésbicas, travestis,
transformistas, bissexuais, transexuais, simpatizantes, heterossexuais e afins.
Pessoas de todas as idades, de todas as raças, inclusive estrangeiros atraídos
pelo colorido e pelo batuque da festa; crianças, jovens, adultos, senhores,
senhoras de família, negros, brancos, loiros e mulatos... A verdadeira festa da
diversidade, onde todos e todas foram bem vindos e se divertiram pra valer.
A concentração começou por voltas das 10:00 hs da manhã, no
Campo Grande, com um palco montado ao lado do Teatro Castro Alves, onde desfilou
artistas locais e transformistas que deram o seu grito de apoio à manifestação.
Não faltaram palavras de protestos, gritos de “chega de homofobia”, “queremos
respeito” e outros tantos, que já fazem parte da luta militante que o Grupo Gay
da Bahia encabeça desde a sua fundação e que tão bem desempenha, sendo modelo
para grupos de outros estados, que aqui sempre se direcionam quando precisam
desenvolver um trabalho sério de luta e de combate à discriminação.
Durante todo o percurso e durante todo o tempo da parada,
que durou mais de dez horas, ouviu-se dos líderes do movimento gay da Bahia, as
orientações para uma convivência pacífica entre os gays e heterossexuais. O
próprio Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, discursou em favor de uma
providência para solucionar os crimes contra homossexuais. Ele lembrou e fez
uma homenagem ao professor Ângelo Barroso (saudosa transformista baiana
Lílith), encontrado morto dia 14 de agosto, em seu apartamento, no Rio de
Janeiro, em circunstâncias até agora não esclarecidas pela polícia carioca.
O ex-presidente da maior entidade de luta em favor dos
homossexuais, Luiz Mott, reconhecido no mundo inteiro pela sua capacidade
intelectual, seu vasto currículo e incansável trabalho em defesa das minorias
sexuais, também estava presente à manifestação, dando sua contribuição
indispensável nessa festa de alegria e em prol de direitos outros que são
negados aos homossexuais.
- A beleza dos trios
Foram oito trios elétricos que compuseram a celebração do
orgulho gay na cidade, produtoras de festas, empresários GLS e artistas que
abraçam as causas homossexuais emprestaram seu brilho para que através do simples
gesto de estarem presente ao evento, outros que ainda utilizam o preconceito
como uma lacuna para distanciar os gays da sociedade, através de uma corrente,
eles espalharam a alegria e o orgulho por todas as partes da cidade e brilharam
na tarde de domingo levando muita música eletrônica para soar na avenida que
durante o carnaval só se escuta axé.
Artistas como Mariene de Castro, o grupo Guigui gheto, e
Banda Madame Milly levaram um pouco do axé da Bahia através de muito samba de
roda, pagode e axé music, mas foi o tribal e o club house que comandaram a
alegria da maioria, os trios; GGB, Fluid Produções, e Off club eram os melhores
no estilo e o Trio de Michel Telles FD e Mix Brasil foi o que mais teve
celebridades.
Durante toda a segunda feira o Farofa Digital apresenta os
melhores momentos dos melhores trios da cidade aqui no Farofa.
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