Esses foram os temas do IV Seminário realizado nos dias 04 a 06 de julho de
2006, na Universidade Estadual de Feira de Santana, em parceria com o Glich
- Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual e o Departamento de
Ciências Humanas da Faculdade de História daquela universidade, com o apoio
do Mulieribus - Núcleo Interdisciplinar de Estudo da Mulher e Relação de
Gênero.
Este evento, que está na programação que antecede a
Parada Gay de Feira de Santana, já é tradicional e sua primeira edição foi
idealizada pelo Professor de História da UEFS, Kléber José Fonseca Simões,
juntamente com a professora Maria Aparecida dos Prazeres Sanches e a direção
do Glich, Rafael Carvalho (presidente) e Fábio Ribeiro (vice-presidente).
Vale ressaltar que o Professor Kléber está fazendo seu mestrado em História
Social pela UFBA, e tem como orientador o ícone do movimento gay brasileiro
Prof. Dr. Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia.
A 5ª Parada Gay
de Feira de Santana acontece em 23 de julho, na Avenida Presidente Dutra, a
partir das 14 horas, na saída da TV Subaé.
O seminário, muito
concorrido, lotou os auditórios V e VII da UEFS, e contou com a participação
dos oradores abaixo relacionados, que discorreram sobre os temas da pauta de
discussões:
Rafael Carvalho - Movimentos homossexuais e um novo
olhar sobre a AIDS;
Moysés Tonyolo, coordenador da Rede Nacional
de Portadores de HIV/AIDS, Núcleo Bahia: Ser soropositivo homossexual no
Brasil;
Prof. Ms. Valterney de Oliveira Moraes, Secretaria
Municipal de Saúde: Aids e Saúde;
Prof. Alberto Heráclito
Ferreira Filho, Mulieribus/DCHF - UEFS: Historiografia e
homofobia; Enézio de Deus Silva Júnior, Advogado, IBDFAM,
Mulieribus - UEFS: Direito e homossexualidade: entre a homofobia estatal e o
respeito à dignidade humana.
Como proposta principal do
seminário, ocorreram Grupos de Trabalho que propuseram ações concretas
contra a homofobia, no combate à Aids e contra o racismo.
Em
cerimônia também concorrida, foram premiadas personalidades que se destacaram na
defesa dos direitos dos homossexuais, com o troféu Luiz
Mott. De parabéns o Glich, a UEFS, o Mulieribus e todos os
envolvidos na promoção e realização desse evento grandioso, que traz para o
seio da academia uma discussão que fomentará ações governamentais e mudança
de atitude em relação à homossexualidade, bem como planta uma nova semente
na cabeça de nossa elite pensante a fim de enxergar o homossexual como ele
realmente é: um ser humano, o qual deve ter seus direitos fundamentais
assegurados e defendidos.
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