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Do começo da tarde até meados da noite de ontem, o Eixão esteve mais
colorido. A 10ª Parada do Orgulho LGBTS (lésbicas, gays, bissexuais, travestis,
transexuais, transgêneros e simpatizantes) de Brasília reuniu milhares de
pessoas que acompanharam três carros de som da altura da 109 Sul até o Complexo
Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios. Segundo os organizadores, o
número de participantes deste ano superou os 18 mil reunidos na parada do ano
passado.
Em sua décima edição – que voltou a ser realizada no Eixão –, a
parada teve como tema Passos que Mudam a História, uma referência ao próprio
encontro, que é o terceiro mais antigo do Brasil. Em 2006, reuniu cerca de 18
mil pessoas, o que o reafirmou, pelo quinto ano consecutivo, como o maior evento
de direitos humanos da Capital Federal.
"Foram dez anos de várias
conquistas", diz Welton Trindade, integrante da comissão organizadora do evento.
Segundo ele, há dez anos, não seria possível fazer uma parada da dimensão da
realizada ontem. "A parada é muito importante para ganharmos visibilidade, para
a redução do preconceito e para melhoria da imagem da comunidade LGBTS perante a
sociedade. Outro reflexo de nosso trabalho é que mais pessoas estão se
assumindo, se sentindo melhor com elas mesmas",
avalia.
Reivindicações Júlio Cardia, também
organizador, considera que a volta da parada para o Eixão é um fator importante
para dar maior visibilidade ao encontro. "Dessa forma, quem mora aqui perto ou
está de passagem, vem dar uma olhada no que está acontecendo",
observa.
Mas nem só de celebrações vive a Parada do Orgulho LGBTS de
Brasília. O evento tem forte caráter político e aproveita para fazer suas
reivindicações. Um dos objetivos buscados é a efetivação de um conselho de
cidadania LGBTS junto ao Governo Distrital para cuidar de assuntos relacionados
à causa.
"A Secretaria de Cidadania e Justiça já sinalizou positivamente
em relação a isso. No entanto, o governo do Distrito Federal ainda faz pouco por
nós", apontou Welton Trindade.
Paradas do Orgulho LGBTS são realizadas em
quase todas as grandes cidade do mundo. O Dia Internacional do Orgulho LGBT,
celebrado no dia 28 de junho, faz menção à Rebelião de Stonewall, nome pelo qual
ficou conhecida a resistência de gays e transgêneros ao abuso policial ocorrido
na noite do dia 28 de junho de 1969 nas dependências e arredores do Stonewall
Inn, um famoso ponto de encontro gay na cidade de Nova York. O incidente
desencadeou manifestações mundiais em prol dos direitos da comunidade
LGBT.
- Pedro
Brant é jornalista do Jornal de Brasilia
- Fonte:
Jornal de Brasilia
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