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Nossa sociedade, armada, configurada e consolidada nos moldes que se nos
apresentam, ao se tratar de GÊNEROS, foi incisiva e não deixou opções. Dois..
dois.. e dois.. qualquer dicrepância que se origine destes pilares milenares,
por mais moderna que seja a aceitação técnico-científica das ditas "novas"
conclusões podem ter campo vasto e passível de reformulação literária e ou de
costumes mas.. GÊNERO é propriedade "imexível".
A sociedade tem voz coletiva neste contexto. A "Transfobia" viria então a
ser uma espécie de repulsa coletiva, perpetrada de forma inconsciente pela
"sociedade Coletiva", cujos objetivos seriam anular, apagar, diminuir e por fim
discriminar aqueles que insistem em transpor as "barreiras" impostas por ela no
que se refere ao tema.
É terrível e só os transgêneros podem avaliar com embasamento real, as
experiências negativas que se lhes abarrotam o dia a dia. Pavor pelas respostas
que usualmente tem como retorno à imagem e postura unusual ao seu gênero,
acarretado por desagradáveis situações vexatórias. Os transgêneros não possuem
espaço próprio e são marginalizados pela sociedade, devido exatamente à rigidez
imposta.
- Daí que temos já, algum subsídio para discorrer sobre a
Transfobia.
- "A transfobia é, basicamente, o medo da pessoa transgênera e ódio,
discriminação, intolerância e o dano que seu medo traz. A transfobia é
manifestada pelo desagrado, ameaça à segurança, repugnância, ridículo, restrição
à liberdade de ir-e-vir, restrição ao acesso a recursos (moradia, emprego,
serviços, etc.) e violência".
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- Basta que se apresente sinais que evidenciem a transgeneridade para que a
resposta vinda da sociedade seja carregada de ações negativas. Dentre os
transgêneros, a limitação e imposição começam no seio da própria família e
conhecidos. A regeição passa ainda por sendas das mais diferentes espécies e
navegam pelo trabalho, pelo atendimento social com BRUTAL isolamento como
resposta às manifestações emitidas, por vezes em desespero, pelo
transgênero.
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- Interessante como uma coisa acaba levando à outra. Devido às constrantes
agressões sofridas ao longo de sua existência, o transgênero acaba não vendo
outra saída que a droga, a prostituição e até a própria marginalidade de
acepção. Tudo motivado, evidentemente pelas pressões negativas experimentadas ao
longo da vida. Não são os transgêneros, o atentado à ordem imposta de dois
gêneros universalmente conhecidos? Não são os transgêneros que afetam o visual
condicionado com uma aparência física"diferente" daquelas conhecidas na
fronteira para ambos os sexos? Seu comportamento social também é digno de ser
repudiado.
- Sanções sociais, políticas e econômicas, reforçam os limites de gênero que
a sociedade considera aceitáveis.
- A chamada rejeição inconsciente pode perfeitamente estar imbutida em
muitos modos de se pré julgar a questão.
- 1)- Os transgêneros são pessoas doentes;
- 2)- O Transgênero não é um homem real ou uma mulher real;
- 3)- O transgênero é psicologicamente instável e por vezes portador de
anormalidades psicológicas;
- 4)- em sua situação devem ser evitados por não serem dignos de
confiança.
- 5)- As pessoas tem arraigadas dentro de sí sentimentos de desconforto ou
de asco, que fazem com que evitem se relacionar com transgêneros como o fariam
com outras pessoas, por exemplo, um profissional médico, que não quer dispor dos
recursos conhecidos para seus clientes transgêneros, e que, por falta de
conhecimento ou interess, e incapaz de encaminhar os transgêneros para a
obtenção dos meios necessários para suas necessidadesem outra fonte de
recursos.
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Poderíamos ficar a citar exemplos dos mais variados em modo e essência.
Eles são incontáveis.
- Problema exposto, vem uma bile amarga, mostrando que mesmo nesta indigesta
situação, são possíveis algumas considerações para se enfrentar a Transfobia.
Acões podem ser perpetradas e, entre elas podemos incluir:
- A)- Aumentar a conscientização dos trangêneros enquanto esses prosseguem
na busca de suas identidades de gênero;
- B)- Desejar e estar disponível para proporcionar apoio, cuidados e
aconselhamento de acordo com as necessidades;
- C)- Sentir-se confortável e adaptado enquanto na companhia de
transgêneros;
- D)- Explorar as inter-relações entre transfobia, racismo, homofobia e
segregação sexual;
- E)- Na educação, na saúde e no emprego, tornar os recursos disponíveis
para os transgêneros e tudo que disser respeito à transgeneridade;
- F)- Adotar uma política de tolerância zero quanto à transfobia,
considerando a transfobia tão grave quanto racismo e segregação sexual;
- G)- Convidar as comunidades organizadas de transgêneros para trabalhar
contra a transfobia e falar com os transgêneros sobre identidade de gênero e
orientação sexual;
- H)- Deliberadamente comunicar os mitos e estereótipos sobre
transgeneridade,e não aceitar brincadeiras de mau gosto.
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- Difícil... Mas em meados do século XIX tivemos movimentos para que se
reconhecesse nas pessoas de raça negra, um ser humano. Tivemos a grita feminina
pelo sufrágio nos finais deste mesmo século e princípios do século
passado.
- Conhecemos o poder da ignorância e seus maléficos palpos quando da revolta
da vacina no Rio de Janeiro. Século da razão... quem sabe não será este que
vivemos?
Texto baseado em artigo apresentado por Diana Maria
Casadana, traduzido por Márcia Regina Moreira e rearranjado por Maria Antonieta,
intitulado GENDER, TRANSGENDER AND
TRANSPHOBIA
Publicado por: High Risk Project
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