Religião

 Rotina a maior inimiga
Você está vivendo uma relação estabilizada, com uma pessoa que gosta e tudo está correndo bem. Exceto... a cama. O sexo está repetitivo, você não sente a mesma atração de antes pelo companheiro(a) e as transas estão mais esporádicas. Em primeiro lugar, fique feliz de ter se dado conta disso enquanto não é tarde demais.

Segundo a psiquiatra e sexóloga Gilda Fucs, 90% das separações acontecem porque os casais não enfrentam suas dificuldades que, na maior parte das vezes, envolve sexo. “Dificilmente um casamento sobrevive a uma vida sexual muito insatisfatória”.

Assim, se você começou a perceber que há problemas no sexo, aja rapidamente. Você tem fantasias que nunca contou ao outro? Conte sem medo do outro não aprovar. Quem sabe seu companheiro ou companheira não tem também alguma fantasia parecida?

Variar o local do sexo é uma boa idéia. Que tal a sala, o banheiro, a cozinha, ou mesmo o carro? Pode ser excitante. Se as transas andam lentas demais, tente algo rápido. Se vocês adotam luzes apagadas, acenda-as, mude os lençóis, faça uma viagem de final de semana para um lugar bem romântico e dedique um bom tempo ao prazer.

Mas, mais importante do que idéias criativas é a atenção ao outro, o diálogo. O problema sexual pode ser (quase sempre é) um reflexo de problemas na relação. “Há uma idéia equivocada que depois do casamento não é mais necessário investir na relação. E aí as pequenas insatisfações do dia-a-dia vão lotando um baú e, em algum momento, isso acaba estourando se não houver um diálogo freqüente”.

Em geral, num relacionamento entre mulheres, uma das parceiras levam para cama problemas da ordem afetiva, enquanto no relacionamento entre homens eles conseguem separar mais o campo afetivo do sexual. Por outro lado, o homem costuma perder o interesse pelo sexo por conta de problemas econômicos ou de trabalho.
Portanto, se houver problemas no relacionamento, eles devem ser resolvidos fora da cama. Acertadas as arestas e colocando cada coisa em seu devido lugar, o sexo deve e pode melhorar muito.

Assim como problemas de relacionamento podem prejudicar o desempenho sexual quando o sexo está insatisfatório, o sexo insatisfatório também atrapalha a vida a dois.
Nada de cair no erro de imaginar que se trata de uma fase, uma crise que passa naturalmente. Também não dá para deixar para lá a conversa com seu parceiro(a) achando que falar pode piorar a situação.

Depois de uma conversa aberta e franca sobre o assunto, a solução pode estar em tentar variar a relação sexual, inovar, experimentar novas idéias e inventar jogos antes do ato em si. Mas quando essas estratégias não surtem o efeito esperado, é hora de buscar ajuda e procurar um terapeuta especialista. Deixar pra lá? Nem pensar.
 
Especialista consultada
Gilda Fucs - Psiquiatra e Sexóloga

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