São três os principais fatores que
tradicionalmente têm caracterizado os relacionamentos amorosos.
O primeiro
deles é quando você elege uma pessoa como especial, a mais importante em sua
vida. Isto significa que ela está no centro de suas atenções e você espera que
ela o considere da mesma forma. Por isso que, um dos sintomas de que um
relacionamento está chegando ao fim é quando esta atenção focada no outro é
substituída pela indiferença. O segundo fator está relacionado com o contato
físico. Você pode sair com alguém, ser amigo, ter uma boa companhia, mas só pode
considerar que existe algo a mais quando beija, abraça, faz sexo, da mesma forma
que o afastamento dos corpos também indica que a relação chegou ao fim.
E o
terceiro fator é a exclusividade. Quer dizer, esta pessoa que você elegeu como
especial, com a qual você tem trocado carícias é sua e somente sua e você também
se comporta de forma que este quesito seja cumprido.
Poderíamos parar este
texto por aqui, caso não estivéssemos vivendo uma enorme mudança de atitude nos
relacionamentos. Nesta era da informação, da velocidade das comunicações e do
menu de opções, o que era acordado entre as partes não está valendo
mais.
Conheço muita gente que não tem somente uma pessoa especial, mas duas,
três ou mais. E isto hoje é feito sem muita culpa no cartório, tornando-se um
novo hábito dos tempos atuais. Uma palavra que você praticamente não escuta mais
é promiscuidade, pois a diversidade de relações é o que mais vemos
acontecer. O sexo, que antigamente era o clímax de um encontro amoroso, hoje
é somente uma forma de contato corriqueira, sem tanta importância. Estar na cama
com alguém está longe de ser o ápice da intimidade.
Por final, a
exclusividade, a fidelidade que tanto se quer, parece escorregar nas mãos dos
mais bem intencionados. O modo de vida contemporâneo, com a influência cada vez
maior da Internet, proporciona muitas oportunidades. Você não precisa pensar
duas vezes antes de pular a cerca.
A questão é que toda estrutura precisa de
ao menos três apoios para permanecer de pé e se você inventa muita moda, pode
ser que você não tenha uma base suficiente de sustentação.
Nesta minha
profissão, escuto muitas histórias e vejo pessoas agindo de diversas maneiras,
algumas com mais rigidez, outras, com mais flexibilidade, mas uma coisa é certa:
para nos envolvermos com alguém não dá para deixar tudo muito livre e solto, sob
a pena de não obtermos a condição mínima que caracteriza uma relação.
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