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13
de Julho de 2010
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- Injetar
Elixir Paregórico (remédio para dor de barriga) na veia é uma das loucuras
praticadas por quem usa anabolizantes na ânsia de aumentar massa muscular com
rapidez. Os efeitos são prejudiciais, mas a prática ainda resiste.
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O
medicamento, segundo o vigilante Rômulo Sousa dos Santos, quando aplicado direto
na corrente sangüínea, tem um efeito alucinógeno, servindo como analgésico para
quem aplica óleo de cozinha nos músculos.
Assim como fez o vendedor
autônomo Antônio Roberto do Nascimento Medeiros, internado desde a última
sexta-feira no Instituto Dr. José Frota, com a perna esquerda
necrosando.
Apesar da repercussão causada pela matéria publicada, ontem,
no Diário do Nordeste, sobre o estado de Roberto Medeiros, Rômulo dos Santos,
morador do Conjunto José Walter, afirma que os “bombados” do bairro não param de
injetar óleo nos músculos. “É uma espécie de vício e competição para ver quem
fica com os músculos maiores”, diz.
O vigilante conta que usou
anabolizante por um ano e só parou quando desenvolveu problemas no fígado.
“Tomei Hemogenin, Durateston, Deca-Durabolin. Passei a sentir muitas dores no
fígado, passei 15 dias à base de antibióticos. Mas, há três anos, não tomo mais
nada, só pratico jiu-jítsu”, afirma.
Ele diz ainda que a maioria das
pessoas que utiliza óleo de cozinha como anabolizante deixa de freqüentar
academias de ginástica. “Como o resultado é muito rápido, os caras deixam de
malhar. Não pensam na saúde, nem força eles têm, tudo aquilo é só inchaço”,
conta.
O afastamento dos usuários de óleo de cozinha da malhação é
confirmado pelo proprietário da Academia Amac, Moacir Azevedo. “Eles deixam de
vir, mas quando aparecem não permito que continuem freqüentando o espaço, não
deixo nem que falem no assunto. É um absurdo o que acontece”, frisa. O
primeiro aluno da academia, situada no Conjunto Sítio Córrego, foi Roberto
Medeiros, que continua internado no IJF.
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