Saúde e fitness

De Olho na pele durante o verão
@Por Redação

Com a chegada da época mais quente do ano a atenção deve ser redobrada com os cuidados da pele. Nessa estação, o período de incidência dos raios ultravioleta é mais longo, as pessoas passam mais tempo expostas ao Sol e vão à praia com maior freqüência. Ainda existem os efeitos da ação do sal e do cloro. Neste caso, vale confiar no velho ditado popular - "prevenir é melhor do que remediar" - e seguir dicas simples para evitar desde problemas sérios, como câncer de pele, até questões mais simples, como a micose comum.

Para escapar de uma surpresa indesejável com relação à sua pele, existe hoje à disposição o serviço de check-up dermatológico no qual um especialista examina todo o corpo do paciente em busca de lesões e pintas escuras que podem apresentar perigo. "O check-up dermatológico tem duas funções principais: detectar precocemente a existência de lesões cancerígenas, para tratá-las ainda na fase inicial e ensinar o paciente a fazer um auto-exame, observando lesões suspeitas", afirma Luiz Guilherme Martins Castro, médico responsável pelo setor de Dermatologia do Grupo Fleury Medicina e Saúde.

 

Saiba como se cuidar no verão, Confira as dicas de prevenção:

Câncer de pele - Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que o câncer de pele representa 25% de todos os casos de câncer registrados no Brasil. O câncer de pele pode ser dividido, de modo geral, em dois grandes grupos: os carcinomas, menos agressivos e quase sempre curáveis, que representam cerca de 95% dos casos; e os melanomas, que são mais agressivos e podem ter conseqüências graves. Alguns fatores indicam predisposição à doença: pessoas com muitas pintas, de pele clara, com histórico de exposição excessiva ao sol, com casos de câncer de pele na família e fumantes estão mais propensas a ser alvo do problema.

A prevenção começa no cotidiano. "Para as pessoas de pele mais clara, o filtro solar não deve ser usado apenas na praia, e sim no dia-a-dia", diz Nascimento. "O filtro deve ser aplicado diariamente no rosto, no colo das mãos, no couro cabeludo em casos de calvície, e nas orelhas, inclusive no inverno." Durante o verão - e principalmente na praia - é preciso ainda mais cuidado. "Já existem roupas com fator de proteção solar (FPS) no tecido, o que ajuda a barrar os raios ultravioleta." O médico lembra que um guarda-sol de náilon deixa passar mais raios do que um guarda-sol de pano. "Quanto mais densa a trama do tecido, maior a barreira física de proteção." Para quem se encaixa no perfil vulnerável ao câncer de pele, ele recomenda uma varredura anual nas pintas, que deve ser feita pelo dermatologista.

Micose - Micose é o nome que se dá às infecções causadas por fungos e um dos locais mais comumente afetados pelas micoses é a pele. Os fungos gostam de calor e umidade. O verão é a estação do calor e da umidade, seja pela maior freqüência das chuvas, seja porque férias na praia quase sempre significam sunga ou maiô molhado o dia inteiro sobre a pele e parte íntimas. "O corpo tem pregas e dobras suscetíveis às micoses e essas regiões secas dever estar sempre secas", alerta Nascimento. O dermatologista sugere evitar maiô molhado em contato com a pele durante muito tempo, trocar sapatos e meias que tenham ficado úmidos por causa de chuva ou suor, e evitar o uso de meias ou meias-calças de nylon, que retêm mais umidade. "O ideal é vestir roupas de algodão, que deixam a pele respirar melhor."

Acne de Verão - Também conhecido como "acne de Mallorca", numa referência à famosa ilha espanhola de veraneio, este é um tipo de acne característico da estação. A pele exposta ao sol fica mais espessa, secreta mais oleosidade e os poros ficam obstruídos, um conjunto de fatores que leva ao surgimento da acne. "Evite o uso excessivo de hidratantes e cremes oleosos, que podem obstruir os folículos cutâneos", sugere o médico.

Picadas de inseto - As praias do sudeste brasileiro, na região da Mata Atlântica, são conhecidas pelos freqüentadores que acompanham os banhistas - os borrachudos. "Por ser um inseto que voa baixo, ele costuma picar na altura das pernas", explica Nascimento. O dermatologista faz duas recomendações: aplicar uma toalha molhada com água gelada sobre a picada para aliviar o incômodo e evitar a todo custo coçar a ferida - o que só serve para espalhar ainda mais a substância injetada pelo mosquito. "Se for coçada, uma ferida pequena pode se transformar numa infecção de pele", alerta. Pessoas alérgicas a picadas de inseto podem necessitar a ingestão de antialérgicos sistêmicos quando as picadas são numerosas.

Brotoeja - Conhecida cientificamente como miliária, a brotoeja diz respeito, principalmente, aos pais de crianças pequenas. "As glândulas sudoríparas dos pequenos e o seu sistema de controle térmico são imaturos. Por isso, elas suam muito e estão mais sujeitas a entupimentos que impedem o suor de chegar à superfície da pele", afirma o dermatologista. Medidas simples ajudam a evitar a erupção cutânea: usar roupas leves, de algodão, evitar ambientes muito quentes e horários de pico do Sol e, na praia ou na piscina, refrescar a pele da criança constantemente jogando água sobre a cabeça e o corpo. O uso de uma bucha delicada durante o banho pode ajudar a desobstruir os poros e liberar o suor.  

Outros perigos: olhos, ouvidos e garganta*
 
Nunca esqueça dos óculos escuros com proteção ultravioleta. Eles são essenciais para proteger os olhos e evitar queimações da córnea e retina, que causam lesões irreversíveis.
Evite banhos de piscina com tratamento de cloro ausente ou ineficiente e mares impróprios para banho. Esses locais são propícios ao contágio de conjuntivite e infecções no ouvido. O contato freqüente com a água também pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. Por isso, a otite externa também é conhecida como otite dos nadadores. A doença é muito mais comum no verão, por causa da umidade do ar, do calor e dos hábitos adotados pela população nesta estação.
Também evite o compartilhamento de toalhas e sempre mantenha as suas mãos limpas. A conjuntivite é facilmente transmitida através do contato com pessoas contaminadas ou através de objetos da pessoa, como toalhas, roupas e etc.
No verão, as pessoas aproveitam para abusar do sol, dos sorvetes e de bebidas extremamente geladas. O ar condicionado também costuma ficar ligado o tempo todo e na potencia máxima. Esses comportamentos podem provocar choques térmicos no corpo que deixam o organismo mais vulnerável a infecções, principalmente dores de garganta e faringites. O interessante é não abusar dos gelados e evitar o choque térmico constante de temperaturas.  

*Fonte: Hospital do Cema

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