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Implantes e Piercings: usar ou não?

Nesse trabalho, que iniciou há aproximadamente três anos, as análises de cinco tipos de implantes cirúrgicos detectaram problemas técnicos que podem vir a trazer danos à saúde de quem tem um material em condições inapropriadas no corpo. As maiores implicações verificadas foram relacionadas à caracterização química dos materiais, propriedades mecânicas, microestrutura e superfície de fratura.
Segundo o engenheiro, essas informações levantadas revelaram que muitos dos implantes avaliados não atingem suas finalidades previstas e podem até mesmo levar a riscos de quebras após a colocação.

Corrosão
Outro aspecto observado no trabalho é que muitos dos implantes metálicos analisados não tinham conformidade com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou com a International Organization for Standardization (ISO). “Muitas falhas foram evidenciadas devido à corrosão relacionada com defeitos de montagem e fabricação”, diz Azevedo. Além disso, os implantes metálicos inapropriados podem causar malefícios à saúde tais como reações alérgicas, neoplasias (tumores benignos e malignos), danos neurológicos, doenças nos ossos entre outros. “A qualidade do material, a corrosão e o desgaste, o desenho inadequado podem encurtar a vida do componente e aumentar as chances de quebras”, diz o engenheiro.
 
As normas e legislações com critérios científicos para a comercialização de implantes metálicos foram outras dificuldades encontradas junto às análises de falhas desenvolvidas nesse trabalho. Para o engenheiro, há necessidade de normalizações específicas para a aplicação desses materiais e tanto o Sistema Único de Saúde(SUS) como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderiam adotar medidas mais efetivas para regular o uso e estabelecer diretrizes perante os implantes. “O problema é mais político do que técnico, mas falta o elo entre especificação e legislação”, diz Azevedo.
Biocompatibilidade.
 
Protocolos de retirada, exames detalhados e práticas importantes são recomendações determinantes para os materiais metálicos, amplamente utilizados em cirurgias ortopédicas. Segundo o engenheiro, há falta de levantamentos estatísticos sobre utilização dos implantes, são feitas muitas re-operações devido às falhas e problemas com a biocompatibilidade, ou seja, inadequados para serem utilizados no organismo humano. “O problema é bem mais sério do que se imagina”, diz ele.
Quanto aos piercings, a realidade não é muito distinta, apesar das diferenças inerentes ao acessório. Na análise feita foram identificados problemas na qualidade do material em todas os seis tipos de piercings avaliados, isto é, todos apresentaram um desacordo para a utilização assim como maiores riscos à saúde. “A situação é chocante e muitos estão abaixo das especificações necessárias”, diz ele, informando que não há qualquer regulamentação para a comercialização ou colocação desse acessório junto ao corpo.
Fonte:
Unimed
 
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