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Falso Magro: Isso pode ser uma doença. |
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- @Por Carlos Eduardo Mariath
Macêdo
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DISMORFIA MUSCULAR (DISMUS) é uma síndrome psiquiátrica que
acomete indivíduos de ambos os sexos com maior prevalência entre os homens, na
qual o homem percebe seu corpo franzino, quando na verdade é forte e
musculoso.
Preocupações mórbidas com a imagem corporal foram consideradas
exclusivas do gênero feminino até pouco tempo, sendo associadas aos quadros de
anorexia reversa e bulimia nervosa. Mais recentemente, estas preocupações também
têm sido encontradas em homens, definida inicialmente como anorexia nervosa
reversa e posteriormente renomeada Dismorfia Muscular (DISMUS). Esta síndrome,
raramente encontrada na população em geral, acomete indivíduos de ambos os
sexos, embora seja muito mais prevalente no sexo masculino, tendo como principal
atributo uma distorção específica da auto-imagem corporal. O indivíduo com
DISMUS imagina seu corpo como pequeno e franzino, quando na verdade é grande e
musculoso.
Essa distorção de sua própria imagem tende a levar esses
indivíduos a buscar nos exercícios de fortalecimento muscular a "melhoria de sua
auto-imagem", e essa melhoria nunca é alcançada no seu ponto de vista, sempre
buscando aumentar sua massa muscular mais e mais. Sendo assim, um aspecto
marcante desta síndrome é a busca incessante pelo aumento da massa muscular
através de exercícios de fortalecimento muscular, além do uso freqüente e
indiscriminado de anabolizantes, suplementos adversos e dietas hiperprotéicas.
Esta preocupação constante com a auto-imagem corporal tem um reflexo negativo na
sua vida social, podendo interferir sobremaneira na qualidade de vida destes
indivíduos.
Contudo, para a caracterização clínica do DISMUS inexistem
critérios laboratoriais ou clínicos precisos que permitam um diagnóstico preciso
e acurado. Em recente revisão, observamos haver instrumentos que tentam
diagnosticar a DISMUS por intermédio de questionários que se diferenciam
principalmente quanto ao número de itens. Desta forma e considerando uma
possível expressão antropométrica da síndrome de DISMUS, poderia ser importante
e oportuna à proposição de um critério antropométrico que pudesse contribuir
para a sua caracterização e diagnóstico clínico.
Métodos
utilizados: A amostra foi composta de 1.825 indivíduos que participaram
de uma avaliação médico-funcional (1.108 homens e 717 mulheres) entre os anos de
1994 e 2003, com idade superior ou igual a 15 anos, não atletas e que não
apresentavam deficiência física locomotora significativa nem diagnóstico clínico
de DISMUS. Foram calculados individualmente dois índices de proporcionalidade
adimensionais, B/P1 e B/P2, com e sem correção pela medida de espessura de dobra
cutânea, respectivamente. Estabeleceu-se como critério antropométrico para
DISMUS a presença de uma razão superior a um entre os perímetros de braço
contraído e flexionado e de perna associado à inexistência de três outros pontos
de corte das variáveis ectomorfia,??DC (somatório das medidas de espessura das
dobras cutâneas tricipital e perna medial) e perímetro abdominal, esses últimos
visando excluir indivíduos com valores de B / P1 e B / P2 elevados primariamente
devido ao excesso de gordura corporal.
Resultados: A
estatística descritiva para as variáveis antropométricas foi apresentada na
tabela 2. Os índices B / P1 e B / P2 demonstraram alta associação tanto no grupo
masculino (r = 0,98; p < 0,001) quanto no feminino (r = 0,98; p < 0,001),
evidenciando a semelhança dos índices. Em uma análise mais detalhada e
posterior, dois homens adultos jovens com idades de 21 e 26 anos foram excluídos
da amostra por terem reportado durante a anamnese alto grau de insatisfação com
o nível muscular que se encontravam, compatível com suspeita clínica de DISMUS e
valores de B/P maiores do que a unidade. A tabela 3 apresenta alguns dados
antropométricos desses dois indivíduos; vale ressaltar que esses dois adultos
jovens não se enquadram em nenhum dos pontos de corte propostos para
investigação do excesso de peso.
Com base na amostra ampla e heterogênea
utilizada no presente estudo, é possível sugerir um critério antropométrico como
sinal de DISMUS. Outros estudos estão sendo conduzidos para validar o critério
antropométrico de DISMUS proposto no presente estudo e determinar a
sensibilidade e a especificidade utilizando amostras propositadamente escolhidas
por sua alta prevalência de DISMUS.
Fonte: Revista Brasileira de
Medicina do Esporte
Carlos Eduardo Mariath
Macêdo Profissional Assistente de Musculação da Academia
Body Planet -RJ |
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