No Divã

  "DI" droga considerada ainda nova no Brasil vem ganhando proporções alarmantes de usuários.
@Por Jeferson Rodrigues

Para tentar entender sobre o "DI" uma das novas drogas que ilegal e rapidamente se espalham, viciando, adoecendo e matando, é bom que este liquido que faz você levitar não é tão novo assim.

DI, a maligna
É cada vez mais frequente o uso do "DI" por jovens que frequentam as baladas. A droga composta de metanfetamina, é um derivado estimulante ultrapotente, de extremo poder viciante, que afeta dramaticamente o sistema nervoso. Essa droga é facilmente produzida ilegalmente em laboratórios clandestinos (até em banheira como diz um entrevistado de um jornal) com ingredientes relativamente baratos. É um liquido sem cor, cristalino, sem odor, com sabor amargo que se dissolve facilmente em água ou álcool.

A metanfetamina, antes confinada à Califórnia, ao Meio-Oeste e ao Sudoeste, onde era consumida como estimulante por gays, donas-de-casa, motoqueiros, cada vez mais está se espalhando rapidamente por clubes de New York, em festas raves(com som alucinante que duram até dias) e já existe um grande consumo no Brasil. As autoridades estão preocupadas e temem que essa droga siga os passos do ecstasy, da cocaína que eram usadas em festas e depois ficaram famosas e se alastraram pelo mundo.

Psicólogos da Universidade de New York, acreditam que a metanfetamina que chamam de "DI" continuará se disseminando a menos que as autoridades de saúde pública e lideranças sociais comecem a divulgar o lado destrutivo da droga.
Não há ninguém lá fora alertando as pessoas sobre o "DI", estão mais preocupados com o ecstasy e esquecem que as drogas variantes que estão surgindo podem ter efeitos três vezes mais drásticos . No momento ela ainda é considerada chique".

Geralmente a "DI" é tomada por via oral e quando misturada a água inunda o cérebro com dopamina, uma substância reguladora do prazer, motivação, atenção e movimento. Seus usuários se sentem como se estivessem anestesiados  e com o desejo sexual ampliado ao extremo (levando a um comportamento excessivo e perigoso). Alguns organismos quando respondem negativamente de forma instantânea, sentem enjôos e nauseas ocorrendo o vômito.

Uma grande preocupação é com os portadores do vírus HIV que, quando a consomem sentem-se tão bem a ponto de correr risco de morte, abandonando o tratamento essencial à sobrevivência.

A droga "DI" proporciona longas horas de prazer intenso, mas  logo vem cobrar seu verdadeiro preço. o pós efeito considerado depressivo vem seguido de constante dores de cabeça e falta de apetite, a pessoa sente-se extremamente esgotada, irritada, ansiosa e agitada.

As doses elevadas e repetidas em uma só noite de balada podem provocar o delírio, pânico, alucinações visuais e auditivas, paranóia, comportamento anti-social, agressividade no dia seguinte.

A metanfetamina provoca hipertermia, aumenta a freqüência respiratória, a cardíaca e a tensão arterial, podendo causar lesão irreversível nos vasos sanguíneos cerebrais, produzindo derrames. Outros efeitos do abuso incluem problemas respiratórios, irregularidade das batidas do coração e anorexia extrema. Como é alta e rapidamente viciante, logo cria tolerância, obrigando os usuários a aumentar as doses, o que pode ocasionar colapso cardiovascular e a morte.

A taxa de mortalidade por overdose de "DI" está elevadíssima nos EUA. Por todos os transtornos e dores que vem causando a droga já está sendo conhecida por um outro nome: a maligna.

Jeferson Nunes é estudante de medicina da UFBA e vem elaborando trabalhos associados  á drogas  ilicitas para a conscientização de pessoas que fazem uso de entorpecentes e áqueles que ainda desconhecem os perigos devastadores que as mesmas podem causar no organismo


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