- 24.01.2010
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Na
terceira noite de cobertura e última do Festival de Verão, o Parque de
exposições, até então transformado numa cidade da mistura de ritmos, estava
impossível de trafegar. Todos os ambientes, palcos, as vias de passagem estavam
tomados por uma legião de pessoas que pareciam ter se reservado para curtirem o
último dia do Festival.
Na
Tenda Eletrônica, os organizadores tiveram que fechar a entrada por que não
cabia mais gente lá dentro. No comando, estava o DJ Leo Prudente fervendo a
pista tomada.
Para
um DJ é sempre mais gostoso tocar com a pista lotada e vendo a galera
corresponder ao seu som e foi bem assim que Leo Prudente transformou o ambiente
da Tenda.
Durante vários momentos de seu set, o clima ficava espetacular
dentro do espaço, volto a repetir, nas mesmas palavras que usei para traduzir o
efeito Anne Louise na pista, Leo emocionou, afirmando como uma forte aposta para
este ano e deixando na história da Tenda, mais um grande momento que jamais vai
apagar de nossa memória.
Leo
entregou a pista para o chileno The Ego mandar ver no seu Drum and Bass,
passando depois para Ethan Shake, um dos melhores acontecimentos desta nova
safra de profissionais empenhados em fortalecer ainda mais o
minimalismo.
Fazendo o “efeito hipnótico” numa pista que, há alguns minutos
antes, estava suando e fervendo com as batidas nervosas do Drum and bass, Ethan
Shake provocou uma loucura orgasmática, algo que nos dá a sensação de delírio,
prazer e entusiasmo, tudo ao mesmo tempo agora e que consegue abduzir milhares
de corpos em seus 128bpms.
Mas a
noite ainda tinha muito mais. Havia o mestre Nazca, remanescente de um psytrance
que vemos a cada ano ser pressurizado por outros movimentos que fomentam uma
nova releitura da música eletrônica.
Nazca
é o grande líder desta resistência na Bahia, fator importante na representação
deste segmento no Brasil e idealizador de uma dos festivais mais importantes, o
festival Aurora.
Depois
de muito tempo acompanhando o movimento da música eletrônica da Bahia, em
principal, quatro edições de Aurora e três edições de Universo Paralello, esta
foi a primeira vez que ouvi em detalhes e pude sentir toda a força do psytrance
de Nazca. Fiquei atento a sua maestria e presença forte na Tenda Eletrônica e me
orgulhei de ser um fã do trabalho desse cara.
- Um
Balanço geral da Tenda Eletrônica
- É sempre
uma grata surpresa quando um DJ local é melhor que a atração principal. Quando
isso não se deve ao fato da estrela da noite ser uma decepção, mas por méritos
próprios do convidado, é ótimo. Essas três coisas aconteceram durante as três
noites que estivemos atentos às performances dos DJs escalados para comandarem a
Tenda Eletrônica, em Salvador, quando Anne Louise fechou a noite de quinta-feira
após o carioca Mau Mau, atração da Tenda, mas que não agradou tanto ao público,
repetindo, o público!
E no
último dia Leo Prudente mostrou que seu sangue novo está pulsando por
oportunidades para traduzir o seu talento nesta grande noite em que a tenda
quase vem abaixo.
Sem contar
com outras grandes estrelas locais que foram o ponto alto desta edição de
festival como Bassick, Roots, o DJ Jack de São Paulo, Berns, Santz, Mauro Telefunksoul,
Ethan Shake e
Nazca.
- Neste
turbilhão de emoções, fica na saudade uma tenda que misturou ritmos, influências
e o mais importante: Serviu de base para revigorar e manter viva a música
eletrônica na Bahia, no Brasil!
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Primeira
noite de cobertura do FD foi marcada por uma
mistura de sonoridades concebidas pelos DJs
Bassick, Mau Mau e Anne Louise
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Anne
Louise leva cerca de três mil pessoas à uma
emoção que vai ficar na história da Tenda Skol.
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Uma
sexta-feira de festival Vazio, sem vibe mas
com grandes nomes comandando a Tenda Skol.
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