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- Homossexualidade
e Pedofilia: Os subterfúgios do Vaticano
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@Por
Maria Eunice Torres
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- 15.abril.2010
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cristianismo foi desde o início, essencial e basicamente, asco e fastio da vida
na vida, que apenas se disfarçava, apenas se ocultava, apenas se enfeitava sob a
crença em ‘outra’ ou ‘melhor’ vida. O ódio ao ‘mundo’, a maldição dos afetos, o
medo à beleza e à sensualidade…” (Nietzsche)
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- Em torno da questão da pedofilia dos padres
católicos em todo o mundo – da Europa, passando pelos Estados Unidos e chegando
às paróquias interioranas do Brasil -, essa semana começou com intelectuais
britânicos pedindo a prisão do papa Bento XVI, ao mesmo tempo que era lançada
uma cartilha do Vaticano com procedimentos para coibir a pedofilia nas igrejas e
o secretário de Estado do Vaticano tenta inculpar a homossexualidade como
causadora da pedofilia.
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- Vaticano
lança Guia de Sanções a Clérigos
- A ordem é vigiar e punir. No documento
divulgado ontem (12) no
L’Osservatore
Romano, órgão oficial do Vaticano, na internet, estão
os procedimentos de como as dioceses devem agir no caso de denúncias de abuso
sexual por padres.
- No caso dos padres pedófilos, estes devem ser
denunciados “sempre” à autoridade civil e, nos casos mais graves, o papa pode
reduzir diretamente ao estado laico os religiosos sem a necessidade de um
julgamento canônico.
- Segundo a Agência EFE, “O texto é dividido em
três partes. A primeira se refere ao procedimento preliminar e assinala que,
quando há uma denúncia de abuso de um menor por um clérigo, a diocese local é a
primeira encarregada de investigar o fato. Se a acusação tiver peso, o bispo
local envia o caso com toda a documentação necessária ao Vaticano e expressa sua
opinião sobre os procedimentos a serem seguidos e as medidas que serão adotadas
a curto e longo prazo.
- A segunda parte fala dos procedimentos
autorizados pela Congregação para a Doutrina da Fé. Uma vez que o caso caia nas
mãos do dicastério (tribunal eclesiástico) vaticano, este pode autorizar o bispo
local a abrir um processo perante uma corte local da Igreja, com a presença de
dois assessores.
- Nos casos em que o pedófilo reconheça o crime e
aceite levar uma vida de preces e penitências, a congregação autorizará o bispo
local a ditar um decreto que proíba ou limite o exercício público do
sacerdócio”.
- Ciro Benedettini, vice-porta-voz do Vaticano,
afirmou que não se trata de uma nova cartilha. Ela já havia sido redigida em
2003 e foi republicada “em nome da absoluta transparência” pregada pelo papa.
Ele explicou que esse guia de atuação foi preparado pela Congregação para a
Doutrina da Fé, mas nunca havia sido publicado.
- Não seria porque o primeiro interessado a não
cumpri-lo era o cardeal Ratzinger e atual papa Bento
XVI?
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- Possível
prisão do Papa por Crimes contra a humanidade
- Os escritores britânicos Richard Dawkins e
Christopher Hitchens afirmaram que estão preparando um processo que darão
entrada na Justiça da Grã-Bretanha e na Corte Penal Internacional contra o papa
Bento XVI.
- Dawkins é biólogo de formação e autor de
best-sellers nos quais questiona os dogmas das religiões, entre eles
Deus, um Delírio, que vendeu mais de
1,5 milhões, em trinta países. Já Hitchens, menos conhecido dos
brasileiros, é filósofo e cientista político pela Universidade
de Oxford, e escreve em diversas publicações, como Vanity
Fair, Harper’s
e
Granta.
- Comprovada em diversas denúncias a conivência e
omissão do papa, quando ainda cardeal Ratzinger, com diversos casos de abuso de
crianças por padres católicos, os dois acreditam que podem processar o papa por
crimes contra a humanidade. Segundo eles, a denúncia teria a mesma argumentação
jurídica que levou à prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet durante sua
visita a Londres em 1998. Como Bento XVI, embora seja chefe de Estado do
Vaticano, não é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), ele não
estaria imune à prisão no Reino Unido, argumentou Mark Stephens, advogado
especializado em direitos humanos e que representará os dois
escritores.
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- “Acredito que a Justiça britânica rejeitará (o
argumento de imunidade do papa). Se o papa viesse em visita de Estado,
normalmente um chefe de Estado teria imunidade soberana. O que defendo é que ele
não é um soberano, não é chefe de Estado, por isso não pode se valer dessa
defesa”, afirmou o Stephens.
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