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Reacende a polêmica sobre o comportamento dos homossexuais no Bloco Crocodilo da
Rainha do Axé, Daniela Mercury que nesse carnaval de forma natural atraiu muitos
casais de gays e motivados pela alegria do carnaval da Bahia promoveram um
festival de beijos. O site Terra
divulgou os beijos para todo o Brasil, agora os casais fotografados estão
solicitando ao site que retire as fotos do ar, imediatamente.
Na noite de ontem (07.03)
o professor
Marcelo Cerqueira presidente do Grupo Gay da Bahia recebeu uma ligação privada
em seu celular, do outro lado da linha falava um dos rapazes que foi fotografado pelo
site Terra. O moço se mostrava indignado, não com o GGB, mas com site Terra que
colocou suas fotos na internet indevidamente e sem pedir autorização e por isso vem sofrendo retaliações e preconceito
por conta da exposição pública.
O moço
que preferiu não se identificar, disse
que já fez inúmeros contatos com o site para que procedesse a retirada das fotos na
matéria mas não obteve sucesso.
Ao
telefone ele demonstrou interesse em mover uma ação na
justiça contra o site. O site do Grupo
Gay da Bahia reproduziu com os devidos créditos as fotográficas dos casais, mas
por entender as decisões pessoais de cada um o GGB optou por retirar a foto do
casal e a outra para evitar que os mesmos sejam constrangidos por pessoas
malvadas.
O
Portal Farofa Digital também recebeu contato de um dos
integrantes do Bloco Crocodilo, solicitando a devida
retirada da foto inserida na matéria que foi ao ar no
dia 05 de Março e por questões éticas e de respeito
ao usuário, a foto foi retirada.
O
Presidente do Grupo Gay da Bahia Marcelo Cerqueira diz
que esse tipo de implicação ainda é muito
comum na cena gay do Brasil. Se por um lado a imprensa GLBT precisa de imagens
para reafirmar o nosso estilo de vida, por outro lado essa mesma imprensa enfrenta
uma grande dificuldade em encontrar pessoas que se disponha a quebrar as
barreiras do preconceito e se mostrem de forma natural à sociedade.
Para
Davi Santos, editor do Farofa Digital, Durante a algum
tempo pelo menos em Salvador a imprensa GLBT em principal
o Farofa Digital esta barreira vem sendo quebrada aos
poucos e quase que não temos dificuldades em divulgar
a imagem deste público.
Consideramos
a aceitação do público pelas nossas câmeras devido o
conteúdo e a línguagem atribuida em nossas matérias
que procuramos sempre não rotular divulgando de forma
natural o cotidiano e entretenimento voltado ao universo
alternativo de forma que não seja vista com preconceito, mais
não deixamos de citar que no começo foi dificil a aceitação
e que alguns sites voltados á cena GLS da cidade ainda
sofrem este tipo de problema, talvez por buscarem uma
afirmação mais explicita.
Essa
situação delicada dificulta na afirmação da identidade da comunidade homossexual
brasileira. “Os sites e revistas destinadas aos GLBTS existem para promover e
afirmar uma identidade de grupo, mas a clandestinidade que muitos homossexuais
estão submetidos, não por opção mais por medo de represálias, dificulta o trabalho da imprensa GLBT” alerta o
professor Marcelo Cerqueira. “Só existirá uma identidade de grupo forte e
consolidada quando todos de forma livre saírem do armário em sua vida cotidiana
e não somente em dias de festa” completa o ativista homossexual.
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