A família do professor André Luiz de Andrade Gomes, 31 anos,
morto com nove golpes de peixeira no dia 15 de dezembro de 2002 pede à Justiça
que agilize o julgamento dos culpados, que já foram identificados pela Polícia e
três deles aguardam julgamento em liberdade. O professor foi assassinado por quatro
elementos no interior de sua residência, na Primeira Travessa Afrânio Peixoto,
80, bairro Mandacaru, Jequié, Bahia.
O professor era uma pessoa muito bem relacionada na cidade.
Hollister da Costa Ferreira, vulgo Wott , Joel Bispo Ferreira Júnior,
vulho Junior Cabeça de Urso e Garzo, Sidney Pereira da Silva e João Veríssimo
Torres Neto foram os autores do crime que chocou a cidade que fica a 360km
da capital baiana.
A preocupação da família, que já enviou diversos ofícios pedindo
agilidade do processo ao Ministério Publico Estadual e Ministério da Justiça, é
que o desembargador Gilberto Caribe
acabe por ceder Hábeas Corpus em favor de Hollister da Costa Ferreira
determinando a soltura do ultimo réu que aguarda julgamento na prisão, seguindo
parecer do também desembargador Luiz Fernando de Lima, que determinou a soltura
do réu Joel Bispo Ferreira Júnior.
A instrutora de educação física Nathalia Andrade, 40
anos, irmã da vitima, pede ajuda para que os indivíduos que assassinaram seu irmão
sejam julgados de acordo com a lei. Um crime bárbaro, que chocou toda a cidade,
como pode demorar tanto tempo para que eles paguem pela maldade que fizeram com
o meu irmão?, declarou.
Uma das peças-chaves para elucidação do crime é uma bola de
cabelo que foi recolhida no local do crime e está sendo analisada pelo Departamento de
Policia Técnica da Bahia (DPT). A análise deverá ser concluída nos próximos dias. A
defesa dos réus alega falta de provas concretas para que eles sejam processados.
O crime foi enquadrado como latrocínio seguido de morte. A
família constatou a falta de um aparelho de som, relógio, anel de formatura,
celular e a carteira da vitima foi remexida. O corpo foi encontrado
três dias após o crime por vizinhos da vitima por causa do forte odor que
exalava da casa. Ao que parece houve muita luta antes da execução, pois a casa
estava totalmente revirada e havia marcas de sangue pelas paredes.
O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira,
afirma que a cada dois dias um homossexual é barbaramente assassinado no Brasil.
É preciso que crimes como este, após constatada a veracidade, seja aplicada a
pena máxima, porque a impunidade estimula a violência contra homossexuais,
afirma. O GGB estará enviando oficio ao Tribunal de Justiça com vistas a
sensibilizar o desembargador João Batista Caribé para que não determine a
soltura de Hollister da Costa Ferreira, vulgo Wott, único dos réus que está
aguardando julgamento na prisão.
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