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A revolução do BLUSH "A cultura Drag domina o mundo"

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As drag queens se tornaram um dos mais importantes fenômenos de comportamento e de mídia originados da cena noturna dos anos 90. Tanto pelo cross dressing quanto pela glorificação suprema da alegria e do divertimento, representam também o símbolo do sexo seguro nos clubes ao longo da década.
 
O termo "drag” vem de uma gíria de teatro norte-americana, datada de 1887, significando a saia usada por atores quando interpretando personagens femininos. A expressão "drag queen", com duas palavras associadas à cultura gay, já daria mais pistas sobre a sexualidade do performer. "Drag King" seria o contrário: mulheres travestidas de homem. As raízes do que vemos hoje remontam ao final dos anos 80; primeiro nos Estados Unidos, depois na Inglaterra.

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A disco Music também teve grande influência  neste movimento, as grandes discotecas da época de 70 onde ainda não haviam drags espalhadas pelos cantos do mundo, mais havia Totsie encarnada por Dustin Hofman que seria o começo de toda uma metamórfica transformação para  a revolução do Blush nos anos 80.

Dai surgem as divas inspiradoras das personagens glamurosas da cena atual.
Cher, Cindy Lauper, Madonna, Lisa Minelli, estas foram algumas das primeiras inspiradoras das bunitas glamurosas.
Botas de altura exagerada, plumas e paetês, bocas vermelhas e rostos carregado por uma perfeita maquiagem; Espelho espelho meu, existe alguém mais drag do que eu?

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Assim definida como a rainha louca da noite Gay, ela é pura energia, pulsar desesperador de passagens lúdicas em várias transformações sobrepostas em  demasiadas cores.

Pelo mundo as drags fizeram suas revolucionárias aparições, elucidaram os movimentos e se tornaram os símbolos maiores da cena gay mundial, a chamada revolução do Blush ocorreu na década de 90 quando drags invadiram a Broadway e encenaram espetáculos, ganhando espaço na mídia e dividindo palco com grandes estrelas do cinema americano.

Notas interessantes:

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Uma performance de uma drag queen, que imita de forma lúdica e descompromissada o feminino, autoconsciente de ser um simulacro, seria um exemplo que traz à tona toda a condição de drag das identidades de gênero, inclusive as heterossexuais.

Uma coisa bem Sfat Auermann de ser é a auto explicação de Marilyn Manson antes de um show “Não vou interpretar apenas uma ‘drag queen’, mas sim uma mulher. Há uma grande diferença e implica mais trabalho”.

Drag queen é artista. É criar um ser alegre, divertido, descontraído, extremamente colorido e bonito.

A drag tem permissão pra falar e fazer coisas mais ousadas que o palhaço não pode fazer

O homem não chega a parecer feminino porque a drag é o exagero da feminilidade.
Palavras de Clécio Vidal -Antropólogo
 
Pérolas de  cinco Drags famosas

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Drag queen não tem que ser afetada! Tem que olhar para o outro como um igual e não olhar como se a pintosa da Drag fosse diferente. Não é não, amoreculóides da titiazona Kaká! Somos viados iguais Há anos atrás, disse para minha hoje grande amiga Nany People: "Não seja mais uma, seja A (Drag)”.Ela seguiu à risca... Quem não ouve quem já está pode até chegar, mas não vai ficar. (Kaká de Polli)

Eu não me misturo, porque eu gosto de vincular à minha imagem ao meu trabalho. Eu não tenho muita convivência com outras Drags, apenas profissional, já que eu trabalho no grande mercado. Eu não tenho um vínculo de amizade. É um mundo de muita fofoca, de muita inveja, por isso eu sou muito isolada. Da minha parte não existe preconceito nem contra Drags, nem com transformistas, nem travestis. Eu respeito e admiro todas, já que cada um faz as suas escolhas. (Salete Campari)

Não existe comunidade DRAG, pois esta foi destruída na guerra das perucas... (risos)
(Paulete Pink)
 
A lição, já sabemos de cor; só nos resta aprender!!! E olha que se aprende todo dia. Basta um pouquinho de auto-análise e a conclusão não demora a chegar, vem com o tempo. E não me venham dizer que isso é crise de meia-idade, porque comigo não rola! Estou tão de bem comigo mesma, que, às portas dos quarenta, estou com síndrome de girafa (só quero comer brotinho). A loka! O negócio é não encanar e relaxar pra encaixar.
( Nany People)

A Sfat Auermann é um personagem, assim... meu estereótipo é o da mulher fatal, andrógino, futurista, modelo e manequim.”Risos... (Sfat Auerman)”.

Finalizando esta homenagem, procuramos através de palavras, notas e textos, mostrar o brilho e o glamour das nossas maravilhosas rainhas, Magistrais na fórmula de manter viva e alegre uma cena que jamais se apagará enquanto existir um batom, uma peruca e um artista para se montar e ter orgulho de dizer que "Sou Drag sim e com muito orgulho”.

Pesquisa de Imagens: Davi Santos e Fábio Amaral (RJ)
Perólas das drags citadas acima foi colhida através do site Oba Oba exeto Sfat Auermann by Farofa Digital
 
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