Queer

 Do divino ao caricato.
Drags e artistas do transfomismo dominam a cena GLS da Bahia
O brilho dos paetês e as plumas coloridas invadem os ambientes da zona Sul,e ganham notoriedade na cena gay baiana, e o que vivia anônimo no baixo gay de Salvador ganha a zona sul e o reconhecimento merecido.
Existem tantas histórias de desabafos e tantas alegrias e tristezas camufladas em batons rimel e purpurinas, que durante este tempo o processo de valorização deste profissionais foi bastante difícil ,mas força na Peruca foi indispensável agora eles são artigos de luxo e até no club gay mais freqüentado da cidade, a Off elas ganharam uma noite especial só para elas.
Estamos falando dos artistas de transformismo e drags que hoje servem de grande referência na cena gay local, sem elas a noite perde o brilho e a graça.
 
É preciso ver pra perceber o talento.
Madrugada de Domingo 05.06, Boate Off Club e milhares de e-mails fizeram com que Andressa Lamarck retornasse aos palcos da Boate, de repente ela entra, exatamente ás 01:20 da manhã, vestida de noiva começa a interpretar "Bicha assanhada".
A cara de Andressa já dispara o povo todo de rir, ela é hilária e não é a toa que seu interprete, Fernando Berger de 37 anos ganhou o mundo com sua Paraíba a sua Noiva desbocada e seus vários arquétipos caricatos que são marca registrada dos 16 anos de carreira de Andressa Lamarck.

Recentemente Andressa apresentou nos palcos baianos o show "Brasil Pandeiro", mesmo espetáculo apresentado em Nova York, Itália, Barcelona, e Amsterdã, Andressa vive viajando e não é pra menos, a Drag Caricata mais amada de Salvador tem público fiel, fãs incondicionais que lotam seus shows seja em qualquer lugar.

Na trajetória de Andressa Lamarck não faltam elogios e reconhecimentos do seu trabalho, até os mais exigentes fazem questão de assistir aos seus shows e rir bastante.

De Pandora à Bagageryer, onde o escracho e o glamour se combinam bastante.
A drag carioca Pandora Bitt também tem uma parcela neste movimento de valorização da cena de espetáculos na cidade, à 3 anos atráz antes da Drag invadir os palcos baianos, os artistas não tinham tanta abertura no meio, mas ela chegou e mostrou a força da caricata carioca no meio baiano e encantou com todo seu escracho e simpatia.
Podemos dizer que a Drag carioca ficou conhecida em todo o Brasil através dos palcos baianos, resultado da boa aceitação da tribo alternativa da cidade que abraçou o trabalho de Pandora a dotou a mesma como a Carioca mas baiana do meio gay da soteropolis.
 
Mas antes disso tudo o mais respeitado transformista da Bahia Bagageryer Spielbergue já fazia de tudo um pouco, Baga como é carinhosamente chamada, quando entra no palco traz o glamour em pessoa, em suas apresentações misturam o poético intelectual até o humor clássico com contextos que vão do social ao surreal impressionista, Bagageryer Spielbergue rompeu barreiras do preconceito brilhou nos mais variados palcos que vão de Teatros de luxo com público de terceira idade, shoppings freqüentados por jovens, hetéros, famílias e etc, até os palcos gays e programas de Tv como o Brasil Legal de Regina Casé que ampliaram o seu trabalho e o tornou conhecida em todo o Brasil.
 
 
Através de todo este sucesso foi possível a abertura de portas para os novos talentos e outras divas como Tanusha Taylor (foto à dir) que hoje é a maior referência Made In Bahia na Europa, Dica Rios, Saratiele Kolowisky,Shirley Valantine, Eneuris e  Camila Packer,  que se inspiraram na Diva e só fizeram acrescentar ainda
 
mais no cenário artístico cultural , tudo isso serve de motivo de satisfação de Bagageryer Spielbergue que sempre procurou somar e qualificar o universo gay da Bahia.
Bagageryer é hoje a maior estrela do transformismo baiano dividindo a posição de status com Dion outra grande estrela baiana que podemos considerar que seja o começo de toda esta história.
 
 
Do clássico ao andrógino, a Bahia e suas figuras.
O clássico que revelou Dion e Bagageryer Spielberg vai ganhando conceitos e estilos diferentes e eis que surge do mais moderno ao mais absurdo figuras indispensáveis nas festas eletrônicas da Bahia, a maior de todas elas chama-se Sfat Auermann um camaleão mutante criado e encarnado pelo maquiador e produtor de desfiles de moda Dino Netto.
 
Sfat Auermann se tornou figurinha indispensável nas festas de moda de maior repercussão na cidade como Barra Fashion e Iguatemi Colection, as produções de E-parties sempre fizeram questão da presença da Drag que calça botas de Fernando Pires e veste modelitos assinados por estilistas famosos no cenário de moda nacional.
Sfat é um abuso só e não pensem que ela é babadeira, nem bate cabelo, ela é louca no palco, apresenta performances que vão desde vôos rasantes até maçaricos que derretem suas roupas em pleno espetáculo. Serra elétrica , estraçalhar vidros e ai se vai as loucuras que ela apronta em uma festa.
Através do estilo andrógino de Sfat vieram Ed Cyber, Natasha Vogue, Fabiane Galvão dentre outras, e em um curto espaço de tempo Salvador se transformou num pólo cultural de artistas da noite.
 
Viver e não ter a vergonha de ser feliz, esta frase se torna lei para todos estes grandes profissionais que através de tantos obstáculos, venceram preconceitos, discriminações, pedras nos caminhos,mas não caíram, insistiram num sonho que talvez poderia ser difícil mas nunca impossível, acreditar neste sonho é colher frutos daqui pra frente e mostrar para todos a verdadeira essência da vitória.

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