Perfil - Entrevistas

 Théo Dias, o streapper da época de ouro da cena GLS baiana fala com a gente
Eufórico com o retorno á sua terra Natal, Théo Dias está de malas prontas para passar férias em Salvador, com chegada prevista para 28 de Janeiro onde curte toda a temporada de verão da cidade.
A equipe do Farofa aproveitou e bateu um papo com um dos gogo boys de maior sucesso da época de ouro da cena GLS baiana.
O gostosão abre o jogo numa entrevista clara, objetiva e inteligente.
Quando você começou a dançar e porque escolheu uma profissão tão difícil e delicada?
A oportunidade surgiu através de um convite por Márcia franco. Não tive nenhuma dificuldade pelo contrário, me senti muito bem e quando o trabalho é feito com profissionalismo você tem segurança no palco, dançar sem precisar transmitir vulgaridade e sim sensualidade.
Como foi o começo na sua época, existia uma grande competição?
Nunca tive problemas de competição no palco, eu procurava fazer o meu trabalho, acredito que meus parceiros de palco, o Átila e o Guido também. Aquela época não existia esta banalização toda cujos responsáveis são garotos que dançam para ganhar um trocado e gastar no dia seguinte com anabolizantes e outras futilidades. Os profissionais de meu tempo investiam no trabalho e no futuro porquê tudo isso é muito passageiro e não existia tempo para competições. O diferencial de cada um era destacável no palco.
 
perfil_theo2.jpgVocê foi o primeiro gogo boy da Off club, e depois de alguns anos você resolveu ganhar outros mundos, como foi esta mudança?
Tudo aconteceu muito rápido se comparado ás conquistas, resultado de um trabalho que escolhi e faço com seriedade, assim como parceiros daquela época como o Guido que mesmo tendo seguido outra profissão ainda continua sendo uma personalidade naquilo que ele escolheu. Eu só dancei na Off durante um ano e depois seguir meu destino e estou sabendo aproveitar cada momento de meu trabalho e tudo que ele pode me proporcionar, danço em algumas das melhores boates européias como a Salvation em lokontron/Barcelona,  a Cool em Madrid, Billy em Milão, Pacha em Ibiza. É um duro caminho, mas as conquistas valem a pena.
 
Você também é profissional do sexo! , Como é lidar com o preconceito de alguns “ditos” quadrados?
Depende... Só passa por preconceito aqueles que fazem sexo em busca de tostões para comprar o que comer no dia seguinte, eu sou um profissional do sexo sim, mas tem que me pagar bem  porque eu valorizo aquilo que faço, sou pago para dar prazer e não envolver sentimentos se for visto deste ângulo não existe mal algum nesta profissão.
Não sou daqueles que ficam em estradas e ruas acenando para carros, eu trabalho com discrição, respeito ao cliente e segurança naquilo que ofereço, e não faço com qualquer um que me deseja, só por dinheiro! Sexo por amor eu faço com meu namorado.
 
perfil_theo1.jpgVocê sempre foi um cara batalhador e levou sua profissão tão a sério que hoje você vive confortavelmente bem, dá para o Théo Dias divulgar para o FD tudo que já conquistou com a Dança e com os programas?
Sim, sempre fui esforçado e digno naquilo que faço, pois nunca precisei machucar, extorquir, roubar e nem iludir ninguém para conseguir minhas vitórias. Embora seja streapper e Garoto de programa, eu tenho educação e ensinamentos que vieram de berço, tenho uma família que me aceita do jeito que sou e é por isso que corri atrás de minhas vitórias porquê tive apoio de meus pais embora não tenha sido a profissão que eles sonharam para mim, mas são meus pais e me amam como eu sou, isso é muito importante para se frutificar o que você ganha e investir em sonhos de sua família e nos seus sonhos também.
Conquistei muita coisa, mas o mais importante foi que não mudei minha conduta nem meu comportamento, continuo sendo humilde, valorizando as amizades, respeitando os que me ajudaram e sabendo comer o caviar sem rejeitar o cachorro quente de praça.
 
perfil_theo3.jpgTodos os profissionais do seu tempo venceram e conquistaram seus espaços, alguns em campos diferentes, o que você atribui este golpe de sorte que você e seus parceiros tiveram e que estes novos garotos que dançam na noite de Salvador não conseguem chegar nem próximo á vocês?
Trabalhávamos sério, não dançávamos para comprar pão no dia seguinte, naquela época existia um propósito, tudo isso só fez com que nosso esforço fosse recompensado com sucesso, agora é responsabilidade de cada um sempre conquistar mais e mais, subindo os degraus com humildade  e proeza sem machucar ninguém e não esquecendo de valorizar os amigos e a família. Nós soubemos fazer história e estes que estão ai pelo visto não sabem nem como começar uma história.
 
Alguns de minha época até tentaram viajar para o exterior mais aceitaram muito fácil às dificuldades, imposições e surpresas desfavoráveis que vieram no caminho, acabaram não dando certo.
Eu nunca aceitei as coisas fáceis, sempre quis vencer os desafios, acho que este é o diferencial de quem trabalha com metas a serem cumpridas.
Quem não conseguiu o sucesso apenas brincou de trabalhar.
 
Entrevista concebida em 13. Janeiro de 2007
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