Perfil - Entrevistas

 Batemos um papinho cabeça com a grande surpresa do ano, a Dj Anne Louise
Tem sangue novo na cena alternativa de Salvador...
Anne Louise, a Deejay que está despertando a atenção do público e da imprensa especializada na cena alternativa da cidade, é cria de um dos grandes mestres das pick'ups baianas, o Dj Oliver Jack e, além de linda e simpática, o seu talento inqüestionável faz o seu diferencial.
Batemos um papinho com a Dj "Rebolation" como ela carinhosamente define o seu estilo electro-house de ser.
Quando se deu o começo de sua carreira e porquê optar em uma vertente menos comercial, tendo em vista que o tribal-house domina a cena em principal a alternativa e compreendendo que embora o electro-house se torne um fenômeno apreciado até então, o estilo ainda precisa ser mais difundido.
 
Em verdade, a música eletrônica já está presente em minha vida há alguns anos.
Sempre curti música dentro do contexto que se chama comercial. Meu primeiro cd de eletrônica ganhei aos 10 anos, mas com o passar do envolvimento com a cena passei a freqüentar locais mais underground, onde o que predominava era os timbres mais pesados e menos vocais.
Comecei a curtir electro-house por indicação do meu mestre, Oliver Jack, que foi quem me ensinou as técnicas de discotecagem através de oficina realizada pela Energy Djs. Oliver me mostrou o que se tornaria uma tendência mundial e invadiria a Bahia.
 
Apaixonei-me por uma música em especial, "Avalon"
da francesa Juliet e foi o track que me inspirou a seguir em frente com meu sonho de discotecar, além de ter sido meu primeiro vinil de música eletrônica.
 
Optar pelo electro-house foi algo que surgiu naturalmente, era uma paixão já anterior ao inicio da minha discotecagem e uma tendência fortíssima em todo mundo. É uma questão de identificação.
 
Como li uma vez, o electro-house pode ser brincalhão, sarcástico, sexy. Exatamente como eu!
Identifiquei-me totalmente com o estilo... E me jogo totalmente no que chamo de rebolation!
 
O que você acha do crescimento do electro-house na Bahia e será que está profusão vai trazer bons frutos
no futuro?
Como qualquer outro estilo de música eletrônica, o electro-house galopa hoje pra sua ascensão e garantirá seus seguidores, quando provavelmente um outro estilo vier à tona e reiniciar a moda.
Para a música eletrônica significa um crescimento muito relevante, cada vez mais as pessoas buscam conhecer a música eletrônica e as canções que tocam nas boates e aos poucos a Bahia mergulha no mundo dos timbres computadorizados.
 
Você costuma medir o grau de satisfação do público quando está curtindo o seu som na pista?
Você sabe o momento que tem que trocar de faixa, esquentar mais a pista quando de repente a pista dá uma esfriada? Qual a técnica de Anne Louise para driblar uma pista e mantê-la fervendo?
 
Hum... A discotecagem, antes da métrica e da precisão da mixagem, é uma grande arte de observação.
Cada pista é única... Cada música causa reação diferente á públicos diferentes.
Como dj, tenho de ser imensamente observadora e tentar ao máximo envolver o público dentro daquilo que estou tocando. Esquentar ou esfriar a pista depende muito das faixas, dos efeitos, da vibração que posso passar de lá de cima da pick'up e é aí que entra o talento de cada um... A observação de seu público; daquele que está colado no "dek" ali na frente, ao que está encostado no bar lá no fundo.
O objetivo é fazer as pessoas voltarem felizes pra casa.
 
Como você ver o atual quadro da música eletrônica na Bahia e o que você acha que deve melhorar em relação aos Deejays?
A Bahia é reconhecidamente um grande pólo musical no Brasil. Com relação à música eletrônica em específico, a cena enfrenta alguns problemas internos. São ainda pequenos os investimentos e grandes as disputas, temos um grande potencial mas ainda pouco explorado, resta a nós deejays tentarmos nos unir em prol dessa causa única, independente de estilo ou foco de trabalho. E teremos uma cena fortíssima com certeza!
 
Sobre as Deejays Womans de Salvador, poucas como Marcinha Cidreira, Adriana Prates e você invadem um espaço que até então era dos marmanjos, como você encara esta coisa de sexo frágil comandar uma pick’up de e-party?
 
Como em qualquer outro campo profissional, invadir um terreno majoritariamente masculino é algo que requer antes de tudo bastante força de vontade.
Marcinha, Adriana e Paty (que veio do Rio pra Bahia) levantaram essa bandeira e eu entrei agora para engrossar o corpo desse grupinho que quer mostrar que mulheres também podem comandar as pistas e de sexo frágil nosso som não tem nada! Quem dirá os graves das festas que tocamos! (Risos)
 
Você foi muito bem recebida na sua primeira participação em festas (GLS), é um público que te conquista?
Claro! A energia de uma festa como a de sábado quero ter sempre em minha vida!
E sim... Foi paixão a primeira vista por essa galera maravilhosa!
 
As Top 10 que não faltam no set-list de Anne Louise
Tiga - You Gonna Want Me
Juliet - Avalon (Jacques Lu Cont remix)
Till West & Dj Delicious - Same Man
Inner City - Good Life (Eric Prydz Unreleased Mix)
The Egg vs David Guetta - Love Don't Let me Go & Walking Away
ATB - Leu U Go (Toca-disco Remix)
Madonna - Get Together (Tiefschwarz Remix)
Eurythmics - Sweet Dreams (Angello & Ingrosso Remix)
Royksopp - Waht Else Is There (Trentemoller Remix)
Yoshimoto - Du What U Do (Trentemoller Remix)
 
Se a vida é curta e a musica é boa... Porquê não curtir intensamente? E quando ouvir um bom electro... Se joguem no rebolation!
(Anne Louise)
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