- Aconteceu em
26.Outubro de 2007
- A Festa que
apresenta a turnê Nacional do Dj Martijn Ten Velden e promovida pela Sunrise
eventos foi ou seria a grande pedida desta sexta 26.
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- O Dj holandês
é considerado pela crítica especializada, o “Homem do Momento” na cena
eletrônica internacional. Em Salvador, Ten Velden parecia estar bastante a
vontade, recebeu com simpatia a imprensa e todos os curiosos e fães que
desejavam tirar fotos para guardar de
recordação. Na pista principal comandando a pick’up o Dj Hugo Hauss abria a festa
e preparava o terreno para a grande estrela da noite.
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- Um pouco
antes da apresentação de Martijn notávamos a grande ausência de público na
pista, muita gente se concentrava na área externa do espaço para conversarem e
namorarem. O perfil de freqüentadores também era meio estranho para uma festa
eletrônica, playboys e patricinhas eram maioria na festa e para este público
pouco importa o Dj que está tocando, eles vão mesmo com a intenção de desfilar
suas roupas de griffe, azarar e resenhar assuntos de formatura e chavecos.
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- Existia também
uma área Vip, cerca de R$80,00 reais foram cobrados para os chiques se
esbaldarem na comida e na bebida. É um pouco estranho ver uma área Vip em festa
eletrônica e notar a pista com grandes nomes da cena eletrÔnica como Leo
Janeiro e Diogo Felipelli tocarem pra ninguém.
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A festa exagerou
de glamour, um pouco descabido e se perdeu na essência do proposto que é o de se fazer Festa eletrônica.
- Parecia mais
um evento social com grupos de meninos e meninas ricas e outros tirados a ricos
fofocando, enquanto o Dj é apenas um coadjuvante na noite e um bando de
seguranças grossos, mau educados e sem postura alguma encarando e atendendo
de
forma violenta, os alternativos que estavam na festa.
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- Quando o Dj
Martijn Ten Velden entrou, a festa teve o “UP” que faltava, pela primeira vez a
pista estava cheia. O Dj abriu o seu set com o sucesso “I Wush Would” misturando
com batidas e alternando com um tribal composto pelo cantor baiano Carlinhos
Brow.
- Tão
sensacional e energizante que deu até vontade de tirar a camisa para baixar o
calor que fazia na pista e muitos tiraram, só não sabiam da reação grosseira
dos seguranças.
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- Festival
de constrangimentos
Ao verificar
que a pista estava totalmente tomada de descamisados, a organização da festa
solicitou aos seguranças que abordassem o pessoal e obrigassem a vestir a
camisa, postura estranha para uma festa denominada eletrônica. O próprio promoter,
Júlio Afonso afirmou que Salvador está se tornando um dos principais
palcos da música eletrônica nacional, ele tem toda
razão com a sua afirmação, mas faltou do próprio, uma pesquisa mais aprofundada
de mercado para saber como se comportam os alternativos que freqüentam estes
tipos de festas.
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- A produtora
sunrise acabou manifestando um certo desconforto e constrangimento para os
pagantes que dispuseram de R$40,00 para curtirem uma festa cheia de limitações,
ditaduras impostas e com uma política meio
exdrúxula que não tem nada a ver com a atual
cena eletrônica na cidade.
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- Não
foi só o constrangimento de sererm abordados por
uma legião de seguranças grosseiros, teve também
o desconforto de se sentir perseguidos por eles
que teimavam em seguir alguns alternativos como
se fossem marginais.
- Edy Savage, promoter de festas
em Salvador comentou ao FD que chegou ao ponto
de perguntar ao segurança o porquê que ele estava
seguindo.
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- Pela
primeira vez em 5 anos de Farofa Digital presenciei esta que para mim é uma
lamentável cena recheada de muito desrespeito e desvalorização ao público, o
que de fato é desprezivel saber que em Salvador ainda existem
produções deste porte.
-
Veja
os cliques do FD
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