Parlatório

A política da má vizinhança
A baderna micareteira promovida por playboys que nada entendem sobre música eletrônica está tentando se introduzir à cena.
Como é do meu direito, de cidadão, exponho minha opinião sobre toda esta confusa falta de ideologias e por causa do tamanho interesse no retorno financeiro, deturpa os valores, a cultura e a filosofia de muita gente que luta durante anos para o crescimento da cena eletrônica em Salvador.
 
Vira e mexe, surge uma festinha oferecendo bebidas de graça para as mulheres, Open Bar à preços populares e até camarotes para os mais endinheirados terem vista privilegiada para assistirem as confusões e pancadarias provocadas pelos micaretereiros.
 
A política deles...
Para identificar os pontos negativos desta nova ceninha absurda, a gente logo se depara com as informações contidas em seus materiais de divulgação. Dou como exemplo duas festas recentes, uma delas teve sua realização em uma famosa pIzzaria da cidade e sofreu uma enxurrada de criticas ferrenhas em relação a produção e espaço físico sujeitando os clientes à um certo desconforto.
 
Festas como essas não acrescentam em nada para a valorização do movimento de música eletrônica na cidade.
 
Mas o ponto negativo que discorrem aos projetos citados acima vai muito mais além que uma superlotação de festa e a insatisfação do público, estes pontos são necessariamente fundamentais para que possamos analisar com mais cuidado, as festas em que tem (conceito) de e-party, mas que na verdade este “conceito” nunca existiu.
 
A festa electro Luxo por exemplo, cita em seus flyers e cartazes “CHAMPAGNE FREE PARA AS GATAS”  e a CRASH por sua vez oferece Tequila Grátis para as mulheres e no período de 22 ás 23hs somente as meninas podem entrar no evento.
 
Analisando a questão de oferecer tantas cordialidades para as meninas e já englobando o assunto sem ter que limitar a matéria à Electro Luxo e a Crash, dadas como exemplo, o interesse dessas festas é atrair um grande grupo de mulheres, as bebidas free tem como objetivo deixar as garotas alegres e mais suscetíveis aos assédios sexuais dos rapazes.
A partir daí o macho, dotado de seus instintos, fareja o ambiente e sente que aquele espaço é um rio cheio de peixes ou melhor, peixas livres, leves, soltas e totalmente disponíveis a tudo, a qualquer paradinha!!!
 
A estratégia é infalível para esta turma de micareteiros partirem para o ataque.
 
E ai vem a pergunta; Mas e o público alternativo?
Público alternativo pelo que entendo é um público democrático que não tem preconceitos com o comportamento humano nem orientação sexual das pessoas que se fazem presente.
A nomeação “Alternativo” se classifica para todas as pessoas e tribos que não se rotulam e que vão para festas eletrônicas para sentir e ouvir o som, praticar a paz e curtir a energia positiva que a música eletrônica nos remete a sentir.
 
São chamadas de tribos alternativas; os punks, os clubbers, os gays, simpatizantes, hippies, hetéros bem resolvidos e formados de uma boa base cultural, bissexuais e a chamada elite descolada.
 
Estas festas e outras que seguem o mesmo perfil, na minha opinião, nada mais são do que micaretas camufladas de eletrônicas, cujo principio é reunir um bando de patrícias e maurícios cheios de salto alto parecendo que vão para um desfile de moda ou para um ponto de pegação em busca de sexo.
 
Nenhum deles conseguem identificar o que o Dj está tocando na pista, mas se rolar um arrocha saem todos arrochando em passos sincronizados
 
Não é preciso tanta explicação para entender que  tudo isso está longe de ser festa eletrônica, eu costumo chamar de mais um Happy soap elitizado e que uma meia dúzia de bons Djs ainda se prestam a dar a cara à tapa em participar de projetos como este que não acrescenta em nada, só confunde!
 
O público consumidor que paga caro, que curte música eletrônica e que valoriza as festas de e-music na cidade se chama “ALTERNATIVO”, sem este público não somos nada.
 
Imagem: Rave Cartoon
 
Comentários dos Internautas
Total de mensagens acumulativas até o momento - 20
Milena Souto - Salvador - BA
Perfeito comentário, espero que estes promoters acordem para a realidade.
Josué Pires - Salvador - BA
Senhor autor, é melhor ter estas festinhas do que não ter nenhuma afinal Salvador é carente de pessoas que tragam novidades e desejem este tão sonhado crescimento como o senhor se refere. Você não acha que se você valorizar estes projetinhos micareteiros o pessoal pode até melhorar? Pense nisso antes de criticar acirradamente um movimento que pode dar certo só é preciso pessoas experientes como você se dispor a ajudar, mostrar o caminho certo...
Alex - Salvador - BA
Embora a CRASH tenha sido ótima eu concordo com tudo que você falou.
Missionário - Salvador - BA
Salvador nunca vai conseguir chegar junto com as grandes cidades que fazem noite alternativa porquê a cada dia surge verdadeiros farristas dispostos a fazerem qualquer merda dizendo que é party e pior, ainda tem gente que vai e valoriza. Esta é a cidade da curtição onde até injeção na testa é válida.
André - Salvador - BA
Galera é bacana o conceito das festas só falta mudar a atitude dos promoters. Este público precisa se educar e enquanto receberem bebida de graça nunca enxergarão a música eletrônica como um movimento. Como o autor se refere, isso é MICARETA MESMO!
Fábio - Salvador - BA
Que Good Vibe nada rapá, AURORAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Dimas - Salvador - BA
A good vibes estao infiltrados os produtores de AXÈ do BLOCO YES. olhem para isso rrssrsrsrsr Galera? a cena eletronica já era , ja existe a muto tempo. agora só querem $$$$$, patricias e mauricios que naum entendem nada.
Júlia Galvão - Salvador - BA
Concordo com absolutamente TUDO o que foi citado acima. Apenas pontuo: até para esse tipo de comentário negativo (lê-se: escalde), deve-se ter classe. Reclamações embasadas, sim. E mal expostas também. Organize-se.
Fabricio Soares - Salvador - BA
No que eles se baseiam para montar estas festas? Em Ivete Sangalo sendo Dj??? Eles são axezeiros.
Claudia - Salvador - BA
Engraçado que a Eletro Luxo é dos mesmos produtores da Sonar que foi uma festa tão descolada e bacana sem cheiro de patricias chatas.
João Argolo - Camaçari - BA
Assunto bastante delicado já que tem gosto pra tudo e a graça do entretenimento está ai.
Jeanne Valle - Salvador - BA
A questão é, se tem gente que vai é porquê gosta e quem foi pensando que era algo e se decepcionou é só não voltar.
Jeferson Augusto - Salvador - BA
Sunset, sunrise, Pacha, eletroluxo...booooooooooooooooooom, explodo todas elas, não vou, são ridiculas.
Yuri Sampaio Ornelas - Salvador - BA
kkkkkkkkkkkkkk me acabava de rir de lá de cima do pátio na Sunset as meninas de salto alto tentando dançar música eletrônica com uns sapatos gigantes, algumas não conseguiam e ficavam descalças. Ahhhh mesmo assim a festa foi bem misturada e tinha bastante alternativo, as demais é nota 0 e essa Eletro Luxo, sim senhor, é uma vergonha até falar dela.
Ednardo Bispo - Salvador - BA
Esta festa a Good Viber não vai mais acontecer pelo que eu fiquei sabendo e se fosse acontecer não conseguiria ser sucesso concorrendo logo com a Aurora. Inner Action, isso é que é Vibe. Good vibes AURORA!!!
Dj - Salvador - BA
Petulância demais disputar com Aurora, azar o deles vão se fu...
Mirian Sobreira - Salvador - BA
É uma faca de dois gumes, à principio é legal acontecer as festas mesmo sendo comandadas pelos playboys em que vc se refere. O som é bacana, na maioria das vezes os Djs são sempre legais mas é verdade que em se tratando de público em sua maioria, é um bando de crianças e meninas cheia de roupas de grifes, saltos altos e que só estão ali no propósito de namorar.
Mas são estilos de festas para determinado público, sua análise é bem fundamentada porém muito severa, mas como vc deixa claro que é uma opinião sua vamos respeitar.
Bruno - Salvador - BA
É festa pra Playboy mesmo meu irmão e vai quem quer, existe gosto pra tudo e opções também porisso existe a democrácia que você mesmo cita e cadê a sua?
A politíca da má vizinhança 2 - Salvador - BA
como se não bastasse, tem essa festa GOOD VIBES AMAZÔNIA, direcionada ao mesmo público, aparentemente produzida pela mesma turminha de playboys. Mudaram repentinamente a data da sua festa pra fazer concorrência desleal com a tradicionalíssima AURORA, e vêm tentando, através de perfis fakes e de ‘supostos amiguinhos e amiguinhas’, desestabilizar o grandioso evento do SOONONMOON, em tópico na comunidade MÚSICA ELETRÔNICA SALVADOR, no Orkut. Comentários chulos e sem fundamento, críticas destrutivas e artimanhas do mais baixo nível, numa tremenda falta de respeito com o núcleo pioneiro de Salvador, que, por sinal, realiza a sua AURORA neste mês à pelo menos 5 anos.
No caso da GOOD VIBES AMAZÔNIA, que tenham sua arrogância e falta de profissionalismo engolidas pelo excelente line-up, pelo conceito, e pela tradição da AURORA.
Tenho certeza que quem gosta de festa boa não troca tradição por desqualificação de conceitos.
JOnas Mascarenhas - Salvador - BA
Música eletrônica não rima com nada disso, Música eletrônica quer dizer paz e energia positiva. AURORA lá me vou!
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