O glamour de Hollywood serve de base para o
coreógrafo baiano Jorge Alencar discutir questões de gênero em seu novo
espetáculo, A Mulher-Gorila, que estréia no Teatro Castro Alves, em Salvador, no
dia 16 de outubro. De uma forma bem-humorada, a coreografia mostra que,
atualmente, os universos masculino e feminino costumam dialogar com muita
flexibilidade, gerando rótulos como über, metro, meta e por aí vai.
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- O espetáculo distorce alguns padrões - como os
de "cavalheiro" e "dama" da dança de salão - e reproduz cenas emblemáticas do
cinema, como aquela em que a bailarina Cyd Charisse fez loucuras com suas longas
pernas em Cantando na Chuva. A trilha, claro, não podia ser diferente: trechos
de boleros, óperas e músicas que marcaram a sétima arte. No cenário, algo que
não poderia faltar: uma enorme escadaria, marca de nove entre dez firmes da era
de ouro hollywoodiana.
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- Jorge Alencar é professor da Escola de Dança da
Universidade Federal da Bahia e criador e diretor do grupo Dimenti, que, há sete
anos, mantém uma produção sistemática de espetáculos que unem diversas
linguagens e mídias (dança, teatro, música, vídeo, cartum). A Mulher-Gorila
integra a mostra principal do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, projeto de
dança contemporânea que acontece na capital baiana, de 13 a 18 de outubro, com
estréia de espetáculos inéditos, ciclo de palestras, oficinas, exposições de
artes-plásticas, performances e lançamentos de livros, sempre com temas
referentes ao universo da dança.
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