As ruas do Pelourinho abriram caminhos para o Cortejo Afro
passar com sua estética cultural/filosófica de resgate da tradição africana. Os
ensaios que estão acontecendo todas as segundas na Praça Thereza Batista reúne
músicos e participantes do bloco e deverá atrair baianos, alternativos e
turistas até o verão.
A força percurssiva aliada a sonoridade eletrônica de Sax,
guitarras e teclados dão uma vestimenta afropop e é impossível ficar parado ao
som dos tambores que ecoam no pelô. É tão bonito de se vê que quem chega seja
turista ou não adere aos movimentos africanos, através de coréografias improvisadas
por dançarinos misturados ao público e que fazem um verdadeiro arrastão
dançante movido aos ritmos sonoros do Cortejo. Outro grande diferencial é a sua
característica forte na cultura africana marcado na performance e expressão de
seus participantes.
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- A história do Cortejo Afro
- Criado há seis anos pelo artista plástico Alberto Pitta, o
Cortejo Afro se prepara para fazer bonito no
Carnaval 2006, quando sairá na avenida.
No domingo e segunda a entidade sai na Barra.
- A entidade surgiu com a necessidade de revitalizar os blocos
afros e os afoxés da cidade, em meio a tantas dificuldades financeiras em
manter um bloco de grande porte como o Cortejo Afro é que artistas vem apoiando
a entidade a fim de não deixar morrer um grupo que nasceu com a intenção de
fortificar o cenário afro baiano.
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Em seus ensaios anteriores, o Cortejo Afro já recebeu nomes de
peso como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Arto Lindsay, além de artistas como
Gerônimo, Lazzo e Margareth Menezes. No primeiro ensaio que o Farofa Digital
marcou presença a convidada foi a cantora ex-participante do Fama Dani
Nascimento que cantou “Olhos coloridos” antigo sucesso de Sandra
de Sá “, músicas do grupo Cidade Negra e outros hits de sua autoria
também”.
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- Originalidade
Além dos sombreiros, estandartes e outras alegorias, os ensaios
do Cortejo Afro são marcados pela estética das indumentárias brancas com pinturas
na mesma tonalidade. "De outra cor, o figurino só traz a pena vermelha de
ekodidé, papagaio da costa africana", segundo Pitta o bloco (originário do
terreiro de candomblé Ilê Axé Oyá, de Pirajá) é aberto a todas as pessoas, sem
distinção. "Marcam presença artistas, intelectuais, muitos alternativos,
gente de moda e turistas. O ensaio se torna mais forte e amplo”.
Com a coordenação de Daniella Mateus (Tudo Produções) os ensaios
acontecem ás segundas sempre com a participação de artistas famosos.
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Confira
os cliques do Ensaio do Cortejo
Afro
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