Panorama Cult

  Independência da Bahia
@Por Júlio Ferraz
Nesta segunda-feira (2) será relembrado um dos momentos mais marcantes da história do Brasil, a Independência da Bahia, ocorrida no dia 2 de julho de 1823, quase um ano após o famoso grito de D. Pedro I às margens do rio Ipiranga, declarando a independência do país.
 
Apesar do desligamento com Portugal após a Independência, muitos governadores das províncias resistiram em aceitar a separação apoiados por tropas portuguesas. Mesmo com a persistência dos portugueses, sobretudo com as tropas do general Madeira de Melo, os chamados patriotas, se mantiveram firmes na luta para garantir a independência da Bahia.
 
Movendo-se para o interior e mais especificamente para o Recôncavo, as tropas baianas resistiram bravamente aos portugueses, até que em 2 de julho de 1823 as tropas do general Madeira de Melo não mais conseguiram manter suas posições e, debilitados pela fome, deixaram Salvador.
 
São Félix possui papel preponderante nas batalhas pela independência, principalmente no que diz respeito à participação daquela que é considerada a maior heroína das lutas pela Independência do Brasil na Bahia, Maria Quitéria de Jesus.
 
Maria Quitéria ou melhor, soldado Medeiros Maria Quitéria de Jesus, guerreira valente e intrépide que se travestia de homem e acabou obtendo o respeito e seriedade das tropas como 'companheiro' e leal 'amigo' de lutas e batalhas. Maria Quitéria sempre se apresentava ao co-milicianos como 'Soltado Medeiros'.

O Soldado Medeiros viveu entre 1792-1853 e sobretudo empenhou-se em sua vida na luta pela independência do Brasil na Bahia.

O Exército Brasileiro justamente reconhece oficialmente Maria Quitéria como
A Mulher Soldado. Adicionalmente, ver aqui maiores informações sobre esta personalidade histórica nacional.

Falando em forças armadas, nos Estados Unidos historiadores estão descobrindo mais e mais soldados que de fato tinham sido é mulher e que lutaram bravamente na Guerra Civil Americana (1861-1864). Essas mulheres soldado que manteram um grande segredo em suas almas, prontas até para morrer pela pátria mas sem poder declarar abertamente que tinham nascido é mulher. O futuro certamente nos trará maiores revelações nesta nova área de estudo e investigação histórica.
A representatividade
Muitos sanfelixtas derramaram seu sangue nas batalhas pela Independência, também por isso, a cada novo 2 de julho a cidade pára em reverência a seus antepassados e rende homenagens aos heróis sanfelixtas. As homenagens são associadas às tradições baianas e duas figuras fundamentais também são relembradas, tratam-se do caboclo e da cabocla, representações míticas da Independência da Bahia, figuras representativas da diversidade baiana, que são apresentadas munidas de lança de madeira apontada para um dragão, cocar, muitas penas, armadura de ferro em estilo medieval, baionetas, anjinhos barrocos, placas com nomes de heróis, colares diversos, alforjes, bandeiras, folhas e mais folhas, entre outras tantas coisas.

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