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"Água Negra",
que chega ao circuito nacional, é o filme de estréia do cineasta Walter Salles
em uma produção de Hollywood. O thriller traz Jennifer Connelly no papel
principal e é uma versão ocidental do japonês "Honogurai Mizu no Soko Kara",
dirigido por Hideo Nakata e baseado no livro de Koji Suziki, que também escreveu
"O Chamado".
Além da vencendora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em
2002 por "Uma Mente Brilhante", o elenco da película conta ainda com Dougray
Scott ("M:I-2"), Tim Roth ("Pulp Fiction" e "Rob Roy - A Saga de Uma Paixão"),
John C. Reilly ("Gangues de Nova York" e "Chicago") e Pete Postlethwaite ("Em
Nome do Pai").
A bela Conelly interpreta Dahlia, uma mulher que se
separou do marido e tenta reconstruir a vida. Consegue novo emprego e leva
consigo, para um novo apartamento, a filha, Ceci (Ariel Gade), objeto de disputa
entre o ex-casal. A nova residência, contudo, vira palco de sórdidas
ocorrências. Uma água negra flui dentro da casa e barulhos misteriosos soam no
ambiente. Uma sacolinha de criança aparece em vários cantos do prédio e a dona
do objeto também resolve dar as caras.
Definitivamente, a personagem
principal não quer enfrentar outro suplício em sua vida. O caos do divórcio já
foi o bastante. Dahlia, como responsável pela criança, parte para desvendar as
ligações entre os fatos estranhos e entra em um desafio de inteligência. A água
negra, cada vez mais presente na casa mal-assombrada, é elemento de confusão
para a personagem de Connely.
Insatisfação
A produção
arrecadou US$ 21 milhões em quinze dias nos cinemas dos EUA, cifras medianas.
Nos EUA, a Buena Vista divulgou o filme de Walter Salles como a refilmagem da
obra de terror de Hideo Nakata. A distribuidora mudou de estratégia no Brasil.
Contratou a empresa de publicidade Giovanni FCB para criar um trailer que
valorizasse o lado mais místico e sobrenatural da fita.
Em entrevista ao
site Sci Fi Wire, Walter Salles disse que aceitou o convite para dirigir o
remake de "Água Negra" porque queria entrar no cinema falado em inglês. Além
disso, porque queria investir sua sensibilidade em uma trama de família. "O
roteiro era muito interessante. Mas mais do que isso, era a relação mãe e filha,
e isso me interessou por razões bem pessoais", contou.
Para o diretor, o
filme é "sobre solidão urbana mais do que qualquer outra coisa, sobre os
demônios internos que carregamos conosco". A imprensa ianque divulgou que Salles
não teria ficado satisfeito com a versão final de "Água Negra". Por isso, não
teria participado mais da fase final de produção da película.
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