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Uma das coisas mais irritantes que acontecem durante uma
conversa virtual (quando o nick não revela as preferências sexuais do parceiro)
é quando o outro lado faz a fatídica pergunta: você é ativo ou passivo?
Se você responde que é ativo, automaticamente a "doida" passa
toda a conversa para o diminutivo. É um festival de "inhos" e "inhas"
insuportável: meu gatinho, meu fofinho... gosto de fazer comidinha pro meu
amorzinho... ficar sentadinho assistindo um filminho... e por ai vai!
Se você diz que é passivo, geralmente você passa a ser a "biba
submissa". O "machão" do outro lado começa a te perguntar se você chupa bem, se
gosta de cavalgar, se deixa pôr "só a cabecinha" (urghhh); que o "material" dele
é de ótima qualidade, trinta centímetros quando está mole (!!) e por ai vai!
Os casados são os mais engraçados. Na maioria das vezes
costumam dizer que aquela será a primeira vez! Que nunca antes ficaram com um
homem, mas sentem desejo de "enrabar" um macho (ativos) ou fantasiam a perda da
virgindade com qualquer sarado, bem dotado e lindo de plantão que esteja
disponível no momento!
Quando você diz que "curte tudo na cama", isso costuma dar um
nó na cabeça do candidato a "amigo". Uns o elogiam e dizem exatamente o que se
quer ouvir. Que também fazem tudo na cama sem nenhum tipo de limitação,
confirmando o que você escreveu à princípio.
Há outros que chegam ao cúmulo de dizer que são super liberais,
mas no fundo, no momento "H", acabam entregando o jogo. Daí vem a famosa
afirmação: que são "preferencialmente" passivos.
No mundo real não há necessidade de se expor as "preferências
sexuais" abertamente. Muito menos ficar tapando a realidade atrás de
enrustimentos desnecessários.
Quando conhecemos alguém especial, um simples olhar, o toque
preciso, o cheiro e a química natural se encarregam de atrair o candidato com
perfeição. Basta pouco tempo de diálogo sincero e já é possível notar o que o
companheiro gosta, quase que em todos os sentidos. E quando chega o momento
certo, essa mesma "química" faz com que os instintos floreçam naturalmente, não
havendo, na maioria das vezes, a necessidade de palavras para definir o roteiro
sexual.
No mundo virtual, mais precisamente nos chats da vida, a coisa
fica um pouco mais complicada. Como tudo costuma ser um tanto rápido demais,
muitas vezes as pessoas deixam que suas fantasias extrapolem o limite do bom
senso. Todos, sem exceção, estão à eterna procura do seu príncipe encantado.
Todos nós sonhamos com a trepada perfeita, com homem ideal, com
pinto superdotado, com a bunda mais carnuda, com o boquete inesquecível: fazer
ou receber!
Mas isso simplesmente não existe. Se não há o mínimo de
equilíbrio numa relação, seja ela puramente sexual ou de grau mais elevado
(sentimentos), jamais conseguiremos saciar nossos desejos, satisfazer nossas
fantasias ou até mesmo alcançar momentos de felicidade ao lado de alguém.
Ficaremos viciados, presos e dependentes na Eterna Procura.
O efeito colateral é sempre a frustração, que muitos não
conseguem administrar, passando a estados de doença crônica, como a depressão, a
perda da auto-estima e do amor-próprio, etc. Isso acaba levando o indivíduo ao
uso de drogas, da bebida sem moderação, dos casos de "vitimez" aguda e do
descontrole emocional e social, entre outras situações lamentáveis a que
qualquer um de nós está sujeito.
Para que tudo dê certo, seja nos momentos em que você estiver
"subindo pelas paredes", desejando fazer amigos ou mesmo tentando encontrar
virtualmente o grande amor da sua vida, basta ser transparente e objetivo desde
o princípio. Você só tem a ganhar agindo dessa maneira!
Deixe claro quais são as suas intenções. Aproveite o pseudo
anonimato diante de uma tela colorida e deixe fluir as suas fantasias, mas
sempre deixando-as bem fixadas num alicerce seguro, chamado bom senso. Se você
dá, come, vira panqueca ou seja lá o que for que você faz na cama, em primeiro
lugar seja sempre sincero consigo mesmo. Ao encontrar o companheiro certo para a
ocasião certa, faça tudo o que o seu coração, a sua razão e o seu tesão ordenar.
Satisfaça ao máximo o seu parceiro e incentive-o a fazer o mesmo com você.
Vale absolutamente tudo na hora do prazer, desde que esse tudo
seja feito com equilíbrio e desejo sincero de ambas as partes. Jamais seja
submisso ao outro, aniquilando o seu prazer pessoal - a não ser que isso de
certa forma lhe traga prazer: não tenho competência para julgar seus atos.
Se ao teclar com alguém e em cinco minutos você perceber que
ambos não irão chegar a lugar algum, descarte civilizadamente a pessoa, pois
tanto você quanto ela têm o direito de buscar o seu complemento naquele
instante. Mas se ao encontrar alguém você sentir o desejo de estar com essa
pessoa, jogue limpo. Diga o que sente, o que deseja. Exponha os seus limites com
palavras ou com atos diretos e objetivos.
- Diálogo aberto é a segunda chave para se alcançar a
Felicidade -
Feito isso, marque o encontro, vá para casa, tome aquele banho,
use o "chuveirinho" (eu não consigo me acostumar com o bidê - ah, ah, ah!), tire
o "polenguinho", passe na farmácia e compre dúzias de Jontex e litros de KY,
escolha o motel ou qualquer outro lugar onde vocês possam sentir segurança e bem
estar (mas antes se conheçam num local público, ok?) e aproveitem tudo o que
vocês têm de direito.
Lembre-se: Sexo é bom, carinho é
fundamental, confiança é a base de tudo, companheirismo é o ideal, amor é a
conseqüência natural, respeito e sinceridade andam de mãos dadas e
felicidade plena é o conjunto de tudo isso!
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