A Alienação do Mundo Gay no Big Brother

 @Por Maria Eunice Torres

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12.01.2010

Há muito que o Big Brother perdeu qualquer fascínio mesmo aos olhos teratogenizados dos videotas. Assim como toda a grade de programação da Globo, a cada edição, o Big Brother, mesmo nos índices do fraudulento Ibope, mais despenca na cabeça de Boninho, (o arremessador de ovos podres nos outros) em sua cada vez mais ínfima audiência.

Como em toda a história globotárica e todas as suas congêneres, a ordem do dia hiper-real é apelar. Foi assim que a cada edição o reality era cada vez mais obscenizado, tornando-se um tele-pornô familiar de veiculação das trapaças eróticas esvaziadoras das relações, da mesma forma que surgiu a falseada polêmica do beijo gay na novela das oito, quando o “beijo técnico” dos belos casais já não seduzia.

Sempre na mesma globólica busca por audiência, Boninho resolve colocar diante do paranoico olho do Grande Irmão uma lésbica, um transexual e uma drag queen.

Em um texto chamado Tudo pela audiência, o sítio Toda Forma de Amor chama a atenção para a cópia fajuta que Boninho tenta fazer do Big Brother inglês, quando “um brasileiro gay acabou formando o primeiro casal do mesmo sexo dentro de uma casa do Big Brother com direito a beijo na boca exibido na íntegra”.

Estamos numa proximidade com o Toda Forma de Amor, que aponta dois motivos básicos para o antevisto fracasso da apelação globólica:

1. “No caso da Globo, apostar em gays para o Big Brother representa um risco, já que, quando se trata de amor entre pessoas do mesmo sexo, a emissora prefere ficar no faz de conta.”

2. “A salvação do novo Big Brother tem nos gays sua principal aposta numa decisão arriscada, já que a participação deles jamais passará despercebida pelos ativistas de defesa dos homossexuais.”

Dessa forma, como toda programação globotária é sempre uma mercadoria fetichizada, assim como todos os falsos beijos (não apenas o “beijo gay”, mas todos) televisados, onde não passa nem mau-hálito como possibilidade de encontro, o gay-fetiche da Globo não é uma forma de fetiche como transgressão, mas, ao contrário, é uma forma de alienar o Mundo Gay, o que não deixa de ser uma das mais perversas nazifascistas formas de homofobia.

Assim, a campanha deste bloguinho intempestivo é por um outro tipo de alienação: alienar-se do Big Brother; pois se o Mundo é Gay, não precisamos embotar o olhar tentando ver gay onde não há gay, mas apenas o fetiche sensabor da teratogenia hiper-real.


Mensagem dos Internautas

Angelo Bisset - Salvador - BA
Fora de propósito
Acho esta matéria fora de propósito. Em primeiro lugar não existe um transexual no BBB, e sim uma Drag Queen que é completamente diferente. Segunda lugar, um gay assumido, foi vencedor de uma das edições do programa. Em terceiro o Brasil é o país que possui menos cenas de sexo no BBB mundial, ou seja, comparado a Inglaterra por exemplo, somos santos. O problema que é moda falar mal do BBB para se tornar um pouco mais intelectualizado com palavras fáceis ou dificeis.
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