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- Um
papo com Andre Garça, o DJ da T-SHIRT.
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@Por
Davi Santos
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- 25.11.2009
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Um som com base na iberican house, cheio de grooves e vocais
harmônicos, permitindo a versatilidade de passear pelas nuances mais
sofisticadas do tribal, sem medo de alcançar levadas mais progressivas*. Assim
podemos definir a essência do DJ André Garça, geminiano que ganhou referencial
na cena eletrônica através do seu destacável talento, determinação e paixão
pela música eletrônica, esta última, absorvida corpo e alma e materializada em
sonoridades fantásticas, construídas á partir de sets que envolvem toda uma
pista e pulsa em toda a atmosfera que move uma festa.
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- Convidado para lançar a primeira edição da T-SHIRT – Vá
de Básica! – André Garça está chegando à Salvador com aquela expectativa de
sentir na energia dessa terra, a força de todos os santos e matar essa espera
ansiosa da turma bacana e bonita que deverá lotar a noite de sexta-feira 27, no
club San Sebastian.
- É com André Garça que batemos um papo verdadeiro,
direto e bem consistente. Coisas de geminiano que não tem papas na língua e que
mostra a sua força na palavra e na formação de opiniões bem contundentes.
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- O que te influenciou a ser DJ?
- A boa música. Sem ela
não teria criado o site Cena Carioca, que já existe há quase 8 anos. Não teria
começado a produzir eventos como a E.NJOY, que já tem 5 anos... E tudo isso me
colocou de frente e ao lado de vários artistas estabelecidos – ou iniciantes, o
que contribui e contribuiu diretamente minha formação musical. A troca
constante com o público, pista, produtores e DJs, fez nascer uma paixão
artística que demorei um pouco a ter coragem de por pra fora.
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- Com a visão crítica que você tem sobre a cena eletrônica
carioca, o que você acha que deveria mudar nesta cena?
- Muitas coisas! Mas
nesses anos de pista eu vejo muita mudança e amadurecimento; não só no Rio,
como em todo país. No Rio sinto falta de bons lugares para produzir eventos. Os
clubes são poucos, fechados e/ou segmentados. Temos locações incríveis na
cidade, que não acontecem evento se você não for uma empresa gigante e molhar
mão do governo. Algo que deveria estar disponível para todos, afinal, a cidade
é nossa e a população precisa de diversão.
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- O que você gosta de tocar e o que você curte ouvir em casa?
- Eu gosto de tocar
house. House animado! Seja progressivo, tribal, deep, tech... pra tocar, tem
que beber na essência do house. Mas eu danço de tudo um pouco. Já em casa, eu
ouço muito do que toco, porque acho importante como DJ e também porque eu gosto
muito do que eu estou tocando. Mas tem vezes que você não quer ouvir
eletrônico. Daí eu pego, na maioria das vezes, meus bons e velhos discos que
tem Lauryn Hill, Nelly Furtado, Legião Urbana, Linkin Park, Jewel, TLC ... e
até algumas coisas novas que estão rolando no mundo atualmente. Sou um eterno
curioso!
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Você acha que influências minimalistas também estão sendo
introduzidas em vertentes mais comerciais como o tribal?
- Eu detesto minimal, é
a verdade. Pra mim não funciona na pista; é música pra não dançar. É um som que
eu acho perfeito pra lugares onde a social impera e não estou nem aí pro que
está tocando. Só tem que ser agradável.
- Eu que eu tenho visto
dentro dos sons mais comerciais, tribais, são novas experimentações que não
considero minimalistas; Talvez mais limpas, organizadas, menos poluídas daquele
tipo com 10 elementos sobrepostos.
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- Você já esteve em Salvador, ainda como colunista do seu site
Cena Carioca, para cobrir a Fluid. De lá pra cá muita coisa mudou por aqui.
Retornando a Salvador agora como DJ como está a sua expectativa?
- Foi tão rápido a
outra vez, que nem lembro o ano exatamente. Fui convidado pra ir conhecer a
festa e fui. Foi divertido, mas cansativo. Em meio ao caos aéreo, passei horas
no aeroporto no Rio e em Salvador. Acabou virando uma aventura! Eu acompanho
indiretamente a cena crescendo e se movimentando em Salvador. Muitos amigos DJs
tem tocado por aí e sempre voltam com boas histórias. Isso é animador! Minha
expectativa pra tocar no San Sebastian é a melhor possível. Todos meus amigos
mais próximos que passaram por lá – Romullo Azaro, Felipe Lira, João Neto e
Andre Queiroz – só falaram coisas boas.
Então, acho que será uma noite especial, principalmente por ser a
primeira sexta que o clube abrirá.
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- Em geral, quais os DJs que para você, ainda continuam sendo
um referencial no Brasil?
- Renato Cecin, João
Neto, Ana Paula, Rafael Calvente, Paulo Pacheco... São amigos muito chegados.
Acompanhei de perto os últimos 8 anos da carreira deles e posso dizer que a
evolução de cada um, buscando constantemente um som único, maduro, fazem deles
DJs especiais na cena e na minha vida. São amigos próximos que sempre tiveram
respeito pelo meu trabalho e que quando comecei a tocar me deram muita força e
continuam dando até hoje. Eu digo que
são meus “gurus musicais”!
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- O que prejudica a imagem do profissional de discotecagem no
Brasil, quanto ao fato de tantas polêmicas envolvendo Jesus Luz.
- No Brasil? Nada! Não
é a primeira vez, nem será a última que uma pessoa bota um CD mixado pra tocar,
ou alguém prepara as faixas num software como o Ableton Live e tem a cara de
pau de chegar na frente de uma multidão, ou um clubinho, e fazer uma palhaçada
qualquer fingindo ser DJ. Na internet tem um site que gonga artistas que fingem
estarem fazendo LIVE PA. Eskimo é um dos mais conhecidos por está virando a
música e em pé na mesa de som rodando uma garrafinha de água. Ou seja, é
global! Pior quem contrata. Sobre Jesus Luz, a única coisa inédita é que é a
primeira vez que alguém que todo mundo acha que come a Madonna é pego no
flagrante fingindo que é DJ.
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- Existem segredos para ser um bom DJ?
- Eu passo os dias
tentando descobrir esses segredos. Algumas coisas que venho juntando nos
últimos anos é: mantenha os ouvidos abertos; exercite suas capacidades
musicais, auditivas, pra aprender a diferenciar o que é bom, ruim, médio,
etc. Escute muita música. Tente aprender
ao máximo sobre quem faz a música que você esteja tocando. Busque na fonte.
Conheça os artistas, os produtores, os selos, os sites, os críticos. Só assim
você vai ter uma visão macro da profissão. E toque o que você gosta, apenas o
que você acredita. Mas toque para o público,
não pra você. É uma conexão, DJ e pista tem que estar na mesma vibe. Por isso é
importante ter noção de seu som não serve pra todas as pistas, mas que várias
pistas gostariam de consumir seu tipo de som. Analise, pense, estude, se
entregue...
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Você conhece alguma coisa sobre a cena baiana?
- Pouca coisa, na
verdade. Fico sabendo mais dos DJs de fora da Bahia que vão tocar por aí. Aí
chegam notícias que a pista baiana é gostosa. A
abertura do San Sebastian foi algo colossal
pra atrair os olhares da cena brasileira pra Salvador. E volta e meia
dou uma passada no Farofa Digital, pra saber o que anda rolando. O DJ Berns,
que não conheço, é um que já me falaram bem. Espero ter oportunidade de ouvi-lo
tocar um dia.
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- O que você espera da San Sebastian e o que você está
preparando para tocar na T-SHIRT?
- Espero uma noite
incrível. Estou louco pra conhecer o clube e suas instalações. Por foto é
sempre diferente. Quero sentir a vibe do San Sebastian de dentro. As pessoas
tem falado muito bem... E tocar num lugar bacana, é sempre especial.
- Já sobre a T-Shirt, é
um prazer enorme tocar em uma “primeira coisa”.
É sempre uma aposta, e fico feliz que tenham apostado no meu nome, no
meu som. Serão 3h de set, onde pretendo fazer uma viagem sonora com o que eu
tenho de melhor na case. Construir um set bacana, cheio de referências do som
espanhol, com pitadas necessárias e estratégicas de produções nacionais,
canadenses, americanas e italianas.
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- *Trecho
inserido com base na pesquisa sobre o trabalho
do DJ
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- Mensagem
dos Internautas
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- Rubens
Souza - São Paulo - SP
- Bom gosto em todos os sentidos
- O André é um talento em pessoa, seja como editor de site, produtor de eventos ou
como DJ. Merece todo o sucesso que esta tendo pois quem o conhece a mais tempo
sabe o quanto ele ralou e batalhou pra chegar até aqui. Parabéns Andre!
Felicidades, sucesso e bota os baianos pra dançar muito! Grande abraço! Rubens.
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- Miss Klauss-Rio
de Janeiro - RJ
- "Ninguém sustenta um personagem por muito tempo"
- Aprendizado no meu ponto de vista deve ser constante para um dj. Apesar de
algumas fraudes, o mercado é grande e os bons sempre se destacam. Adorei a
entrevista do DJ André Garça na qual foi totalmente objetivo e claro do que é e
do que precisa para ser um profissional dj.
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- Fabricio
Luz - Petrolina - PE
- Opinião
forte mesmo
- Uma
das melhores entrevistas que
já li no FD, que DJ da porra
esse, verdadeiro e inteligente,
sem marmotas.
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- Eduardo
- Salvador - BA
- TSHIRT
no corpo
- Estarei
lá de básicaaaaaaaaaaa!
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- Jaime
Fonseca - Rio de Janeiro - RJ
- ANDRE
GRAÇA THE BEST
- Com
certeza um dos melhores DJs
do cenário eletrônico brasileiro
e o melhor, ele sabe ser DJ
e execita bem a profissão. Parabéns
André pela entrevista linda!
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