Hey Deejay!!!

Entrevistamos o Dj Marcelo Saturnino, considerado um dos melhores Djs da cena eletrônica atual
@Por Davi Santos
Seu estilo musical passeia entre o Electro, Minimal Tech e o Tech House. Sua maneira única de tocar, tem agradado os apreciadores da boa música eletrônica e por várias vezes elogiado por grandes órgãos de circulação e formadores de opinião, como jornal Folha de São Paulo, revista Go Where, Playboy, os sites Baressp.com.br/DonnaMix, MixBrasil, Fervecao.com, Erikapalomino.com.br, entre outros.

Atualmente pilota as pick-ups dos clubs: Duplex, mensalmente, ás quartas, na noite Lux e no Club Lov.e, mensalmente às quintas, na Noite Substância; na Plastic Dreams, quinzenalmente às sextas, e também, nos clubes Bubu Lounge, Deluxe Club & Lounge (Campinas), mensalmente aos sábados, além de ser Dj convidado dos principais clubes e festas de Sampa, como Toy, The Week (e festas especiais) do empresário da noite André Almada, Tirana Pocket Club, Bar Tostex, Manga Rosa, Lov.e Club, Club Gloria, Duplex Club, SPKZ, Club Vegas e D.Edge (no After Hours Paradise e na noite CIO's).

Tocou e foi Residente dos principais e mais importantes Clubs que fizeram a história da Música Eletrônica em São Paulo como Malicia, Gent's, Mad Queen, Level, Club B.A.S.E., Massivo, Latino Club, Ursa Maior, Aze 70, Columbia,Disco Fever,Ultra Lounge.

Foi durante 2 anos Dj residente da "Label Party" Kali*Nato e com ela excurcionou o Brasil por varios club's e dividiu as pick-ups com grandes Djs da cena Européia.

É Organizador e DJ residente da festa mensal Lick My Disko, que passou pelos clubes Glória, SPKZ, e agora tem sua residencia mensal no club D.Edge escolhido 3o. melhor club do mundo pela votação da revista inglesa DJ MAG, em São Paulo, ao lado do Dj Oscar Bueno (D.Edge/Paradise).

Tambêm é Organizador e DJ residente das noites mensais The Boombox, Maxxima (Tirana Pocket Club)& La Movida(Vegas Club) .

Redigiu várias matérias, como colaborador da revista Lounge The Magazine, abordando temas relacionados à música eletrônica e suas variações. Regularmente escreve para o site Mix Brasil, Portal Uol, do jornalista André Fisher.

Leva sua música aos principais clubes e festas eletrônicas de várias cidades do Brasil, como Bunker, Fundição Progresso, The Cube e Dama de Ferro (RJ); Beco (Porto Alegre); Luau Clubland (Caxias do Sul/RS); Garagem(BSB); Josefine(BH); Diesel(GO); Cats, Box e Case (Curitiba) e Concorde (Florianópolis) e no exterior Havana Club & Lounge,Club BPM & Canal Pride(Amsterdam/Holanda)...Ufa!
 
Este Dj tem muita história pra contar, este Dj é Marcelo Saturnino!
@Por Davi Santos
Como você analisa a questão do electro mais balançado, onde o tribal é uma vertente bastante utilizada nesta nova profusão?
 
MS - Hoje em dia tudo se mistura. E se é pro povo dançar, então que toque...
 
Os hits com vocais se renovam e com eles grandes faixas como Keep on Rising, Fragma e outros muito pedidos, como os interpretados por Rihanna, considerada hoje uma diva na cena pop music mundial, ganham um espaço cativo no set list dos Djs mais exigentes e até daqueles que vem difundindo o tribal progressivo tão em alta no Brasil. Você acha fundamental e necessário a presença do vocal nos set-lists ou hoje eles não passam de coadjuvantes do tribal progressivo e do minímal ?
 
MS - Isso vai de cada DJ, não é regra, eu particularmente quase não toco nenhuma "track" com vocal, isso depende muito para qual publico você toca.
 
Você já me disse, em conversas, que esteve em Trancoso (BA), aproveitando esta sua passagem por lá fazemos um retrospecto no final da década de 80 quando o pequeno municipio do Sul da Bahia recebeu estrangeiros que moravam em GOA, estado da Ìndia, reduto da contracultura. Na bagagem eles não só trouxeram a musicalidade, como também lâmpadas ultravioletas, tecidos psicodélicos estampados com deuses indianos, tudo para “armar uma grande festa”, hoje conhecida como festivais de psytrance. Na sua formação de opinião como você explica o crescimento do electro-mínimal em festivais de psytrance?
MS - Vejo como uma necessidade de bpms (batidas por minuto) mais baixas e músicas mais trabalhadas, menos euforia, algo mais "audível", tanto que hoje em dia, na maioria das raves, podemos encontrar também tendas de minimal, tech house e electro ,estilo que há anos atrás só encontrávamos em clubs undergrounds. È a democratização das festas "Open Air"...
 
Você tem pesquisado sobre a cena eletrônica baiana? O que o Dj Marcelo Saturnino está trazendo de novidade em seu “case” para mostrar aos baianos?
 
MS - Tenho dado uma olhada no perfil musical de alguns djs da cena baiana e percebido que o estilo predominante no case da maioria deles é o tribal e electro house... Novidades tenho muitas aqui no case, mas estou adaptando meu set para a realidade da pista da Off Club, com uma pegada mais electro pra não assustar muito quem ainda não está familiarizado com um som mais conceitual, mas tudo vai depender do público e do meu "feeling" na hora.
 
A cena eletrônica underground de São Paulo está em alta?
 
MS - Sim, sempre esteve e sempre estará, devido a clubs, promoters, festas e projetos que estão sempre se renovando e levando algo de novo e boa música paras pessoas...
 
Cite algumas faixas que não podem faltar no case de um bom dj.
 
MS - Isso depende muito do estilo e da cena que você toca ou se apresenta, pois uma faixa que pode te considerar um "bom dJ" da cena gay, pode te mandar pro limbo na cena underground e vice versa...
 
Existe espaço para todos numa cena tão ampla como São Paulo, mas também tão disputada?
 
MS - Sim espaço existe, o que falta em alguns é profissionalismo, técnicae uma boa seleção musical...
 
Em todos os clubs de São Paulo que você toca qual ou quais você mais sente prazer em tocar?
 
MS - Sem dúvida nenhuma o club D.Edge, pois é o club que me sinto bem, que me sinto em casa e que mesmo não estando trabalhando eu freqüento, além de organizar um projeto mensal lá, a noite LICK MY DISKO, que no próximo dia 2 de agosto completa dois anos!
 
Existe alguma política ou regra para se consagrar um bom dj?
MS – Humildade, acima de tudo, e boa música sempre!
 
Vai dar tempo de conhecer a City?
 
MS - Infelizmente não... Vai ser uma "tocada" meio relâmpago, pois chego sábado à noite e vou embora domingo de manhã...
 
Uma mensagem para os baianos que estão aguardando a sua participação neste sábado (19) na Boate Off Club.
 
MS - Podem esperar muito boa música!
 
 
Entrevista feita por Davi Santos em 18.07.2008
 
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