Hey Deejay!!!

Entrevistamos o Dj Pollux (SP), atração da Off beats neste sábado (7)
 
 
Ele faz parte da nova geração de Djs que surgem no mercado trazendo o que há de mais inovador na música eletrônica.
 
Começou sua carreira em 2007 e já surpreende a todos com seus sets vanguardistas que evoluem do Tech-house para o Electro-house em clima de euforia.
 
Seu repertório também explora elementos do Progressive-House, Minimal e Techno em uma seleção de faixas refinada e bem trabalhada que apela para o espírito de liberdade e experimentalismo da música eletrônica.
 
Dj Pollux é a atração especial deste sábado na Boate Off club em Salvador. É com ele que conversamos.
Você é considerado um dos grandes destaques da nova geração na atualidade. A que você atribui esse reconhecimento?
Creio que o segredo é ouvir, ler e interagir bastante com cultura em geral. Não só música eletrônica, mas músicas clássicas, populares, experimentais. Não só música, mas cinema, artes plásticas, filosofia. Parece exagero, mas se queremos considerar DJ um artista, temos que entender que toda forma de arte influencia o seu trabalho.
 
Tenho um gosto específico, que apresento em meus sets, em meu comportamento, em minha imagem. Acho que o som que eu trago, as novidades que eu apresento são interessantes e diferentes do padrão, e isso me tornou um pouco destacado em meio aos muitos profissionais da cena que não conseguem seguir seus próprios caminhos.
 
Seu repertório explora elementos do Tech-house e evolui para o Electro, não deixando de explorar o mínimal e o techno. Você acha fundamental este ecleticismo em seu set? Não prejudica a sua identidade de estilo?
Na verdade a minha identidade de estilo está justamente nessa mistura. Não é qualquer electro que combina com qualquer tech-house, mas parte do meu trabalho está justamente em criar um estilo, brincando com esses estilos. Faço uma progressão de sons, brinco com as possibilidades. No fim, as vertentes acabam ficando em segundo plano.
 
Você também é produtor?
Eu também sou produtor, mas ainda estou iniciando na área. Tenho muito o que aprender sobre sonorização digital. Minha formação musical é clássica, o que ajudou bastante em termos de melodia e ritmo. Acredito que quanto mais técnica eu conseguir obter, mais vou poder explorar minha criatividade nesse sentido.
 
A cena eletrônica brasileira está se renovando com o crescimento do mínimal e o domínio do electro-house. Qual a sua opinião sobre tudo isso?
Tudo que é novidade vem em exagero. O mínimal é um movimento interessante, mas quando surgiu, considerei muita euforia para pouca coisa. Atualmente, posso dizer que tenho faixas de mínimal que adoro - mas ainda são poucas. O interessante mesmo foi a influência que o mínimal causou em outras vertentes, que ficaram mais trabalhadas e emprestaram timbres novos.
 
Sobre o domínio do electro-house, minha opinião é simples: é merecido. O problema é que como está em alta, temos por aí coisas ótimas e coisas horríveis. A qualidade varia, é preciso saber filtrar o que realmente é bom.
 
Você acha que a cena gay poderá se adaptar ao mínimal, que é um estilo bastante executado nas festas abertas? Você acha que dentro de club funciona?
O público gay acaba se adaptando à sua maneira. Foi assim com o electro-house, que conseguiu o seu lugar ao lado do tribal-house. O mínimal, como eu já comentei, pode trazer boas influências para o tipo de som que esse público já ouve atualmente. A verdade é que a comunidade gay está se tornando tão variada quanto a música eletrônica, não tem como limitar o público.
 
Embora a cena eletrônica ainda esteja muito focada em Rio/São Paulo e Brasília, Salvador tem uma forte cena eletrônica e se renova à cada dia com a força de vertentes do House, como o Electro, o mínimal e o techno, estilos bem fundamentados em seu trabalho. Mas o tribal progressivo é ainda um grande referencial principalmente nas baladas GLS do Rio e São Paulo. Estas duas cidades estão seguindo a nova influência da música eletrônica ou ainda será difícil digerir essa mudança?
Temos novas gerações de frequentadores. O tribal nunca vai perder seu espaço, é parte da identidade do público GLS. Mas temos algumas coisas mudando. Clubes muito famosos da cena tocam mais electro do que tribal, e suas noites estão sempre bombando. Ninguém é obrigado a digerir as mudanças, a variabilidade de casas e estilos pode proporcionar a todos da cena GLS a chance de ir à sua balada predileta.
 
Você tem algum Dj que serviu de referência para o começo de seu trabalho?
Tenho muitos! Para citar um nacional, Ricardo Motta sempre foi uma ótima referência. Mas como sou cidadão do mundo, vale citar Robbie Rivera, Maurizio Gubellini, Trentemoller, Axwell e muitos outros.
 
Qual a sua expectativa em tocar em Salvador? O que a turma alternativa pode esperar do Dj Pollux?
Estou otimista. Parece-me um público bem receptivo. Eu vou tocar electro e club-house, ao meu estilo. Tenho muita novidade para apresentar para a galera, muito som de qualidade. A turma alternativa pode esperar sons de qualidade. Meu set tem um certo grau de adaptação, dependendo do local em que vou tocar. Mesmo quando opto pelo house e o electro comercial, acabo sempre mandando um som diferente. O tech-house e o progressive estão cada vez mais interessantes, vale conferir. Além disso, tenho muitas faixas novas e exclusivas.
 
Serviço: O Dj Pollux se apresenta neste sábado (07) na Boate Off club em Salvador, á partir das 23hs em mais uma edição da Off Beats.


 

 

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