- Jeff
Valle, o mineirinho com sangue carioca é uma das
atrações da mega Party Fluid- Terapia Intensiva
que acontece neste sábado em Salvador.
- Este
bonitão de 28 anos com cara de garotão vem se destacando
na cena eletrônica por onde passa, traz na sua formação
profissional o tribal house, vertente forte
e preferida nas festas alternativas e, na inconfundivel
arte de discotecar mistura os vocais das Divas à
batidas fortes que são fundamentais na concepção
do tribal house, ele faz um diferencial marcante.
- momentos
antes de desembarcar em Salvador, Jeff bateu um
papo com Davi Santos e expressou a sua ansiedade
em tocar pela primeira vez na soterópolis fazendo
um inédito Back2Back com a top Dj Ana Paula.
-
Conte
um pouco de sua história na arte de discotecar.
- Comecei
substituindo um DJ, quando eu ainda não tinha nenhuma
experiência. O dono do clube me ouviu tocando e
me ofereceu a chave do local. Ficava trancado lá
dentro durante o dia aprendendo sozinho. Foram seis
anos de experiência. Até que fui tocar na Pride
de Juiz de Fora.
- De
lá para cá, foi tudo muito rápido. Saí da Pride
para desembarcar no Rio, a convite de pessoas que
gostaram do meu set e acharam que tinha condições
de levar meu som para mais pessoas ouvirem.
-
- O
que define um DJ "carioca sangue bom"
tendo em vista que a terra é dotada de ótimos profissionais,
mas que existe uma concorrência e um ego exacerbado
de uma maioria.
- O
Rio é cenário de muitas vertentes. É aqui que as
coisas acontecem, existem bons profissionais espalhados
pelo país, mas é no RJ e SP que ganhamos visibilidade
instantânea. Tudo vem acompanhado pelos prós e contras,
temos de conviver com eles... a concorrência e o
ego assustam um pouco no início, mas logo a inocência
passa e assumimos uma posição mais neutra.
-
- Se
pudesse, o que você mudaria na cena eletrônica do
Rio de Janeiro?
- O
Rio já está passando por muitas mudanças. O que
vem acontecendo nos últimos meses já demonstra uma
grande instabilidade. Acredito que estas novas frentes
vão servir para melhorar em muito a qualidade. Instigar
a concorrência é sempre bom.
-
- O
que é preciso para ser um bom Dj e remixar sem errar?
- "Todo
DJ já sambou" [Cláudia Assef]. Errar todos
erram, mas o aprimoramento e a técnica vem com a
prática.
-
- Como
você avalia a cena carioca depois da vinda da The
Week RJ?
- Como
disse, foram fortes mudanças desde o anúncio de
que estava por chegar uma The Week no Rio. Acho
que foi tudo muito depressa a forma como as coisas
aconteceram. Era uma noite carente, pegou os empresários
desprevenidos. Ainda estamos vivendo este momento
de "novidade", não temos lucidez para
imaginar o que vai ser daqui a alguns meses, pois
o empreendimento é grande e manter a vibe sem popularizar,
exige muito jogo de cintura.
-
- Outras
capitais do Brasil vêm se consolidando em se tratando
de festas eletrônicas, Salvador já possui uma cena
forte, Curitiba é destacável e cada vez mais outras
aderem ao entretenimento alternativo. Qual a sua
opinião em relação a este crescimento e quais as
propostas futuras do Dj Jeff Valle para que seu
trabalho possa ser difundido em outras capitais
e não fique limitado ao eixo Rio-São Paulo?
- Gosto
muito quando posso levar meu som a lugares diferentes.
Tenho conquistado visibilidade em boa parte do Brasil.
Ser convidado e reconhecido por festas que são referência
me desperta um orgulho. Minha agenda reflete bem
isso.
-
Quais
as suas expectativas para a Fluid Terapia Intensiva?
- Há
uma tensão no ar. Desde que foi anunciado um back2back
com Ana Paula. Ela arrasa! Convivemos na mesma cidade,
compartilhamos as mesmas festas, mas nunca dividimos
uma cabine tão próximos. E este encontro de DJs
cariocas foi marcado em Salvador... Por outro lado,
foi um convite bem recebido da Fluid, ao dizer que
escolheu os melhores DJs do Rio para bombar sua
festa, nessa terra abençoada. Tudo vai dar certo!
-
- Em
se tratando de set, o que está sendo preparado?
- Meu
set atual mantém meu estilo tribal, em respeito
ao público que conquistei. Mas não deixo de introduzir
novidades do electro para confirmar a vibe. Além
de DJ, sou produtor e levo comigo minhas versões
privates, o que sempre garante boas surpresas ao
público.
-
- Você
acha que hoje, beleza é fundamental para ser Dj
no Rio?
- Ajuda.
Mas está longe de ser fundamental.
-
- Quais
os Djs que merecem a sua admiração no cenário da
música eletrônica nacional?
- Minha
opinião não é diferente da grande massa, afinal,
não é a toa que eles são tops. Pacheco, Cecin, Ana
Paula, Marcus Vinicius seriam boas referências para
citar, entre outros.
-
- Existe
uma valorização dos produtores locais com os Djs?
- Sim,
claro. É bonita esse troca-troca de cabines que
acontece no Rio. Tocamos em várias festas, convidados
por nossos produtores, e indicados pelos amigos
DJs para compartilhar a festa. Cativamos públicos
diferentes.
-
- Uma
mensagem para os usuários do FD.
- Estou
empenhado em levar uma boa vibe para os baianos.
Pelo que tenho acompanhado de produção da festa,
tem tudo para ser uma noite inesquecível. Divirtam-se
com moderação e não percam o final da festa, é sempre
o melhor!
-
- *Davi
Santos é colunista e diretor geral do Portal Farofa
Digital
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