Hey Deejay!!!

Entrevistamos o Dj Jeff Valle

@Por Davi Santos

Jeff Valle, o mineirinho com sangue carioca é uma das atrações da mega Party Fluid- Terapia Intensiva que acontece neste sábado em Salvador.
Este bonitão de 28 anos com cara de garotão vem se destacando na cena eletrônica por onde passa, traz na sua formação profissional  o tribal house, vertente forte e preferida nas festas alternativas e, na inconfundivel arte de discotecar mistura os vocais das Divas à batidas fortes que são fundamentais na concepção do tribal house, ele faz um  diferencial marcante.
momentos antes de desembarcar em Salvador, Jeff bateu um papo com Davi Santos e expressou a sua ansiedade em tocar pela primeira vez na soterópolis fazendo um inédito Back2Back com a top Dj Ana Paula.
 
Conte um pouco de sua história na arte de discotecar.
Comecei substituindo um DJ, quando eu ainda não tinha nenhuma experiência. O dono do clube me ouviu tocando e me ofereceu a chave do local. Ficava trancado lá dentro durante o dia aprendendo sozinho. Foram seis anos de experiência. Até que fui tocar na Pride de Juiz de Fora.
De lá para cá, foi tudo muito rápido. Saí da Pride para desembarcar no Rio, a convite de pessoas que gostaram do meu set e acharam que tinha condições de levar meu som para mais pessoas ouvirem.
 
O que define um DJ "carioca sangue bom" tendo em vista que a terra é dotada de ótimos profissionais, mas que existe uma concorrência e um ego exacerbado de uma maioria.
O Rio é cenário de muitas vertentes. É aqui que as coisas acontecem, existem bons profissionais espalhados pelo país, mas é no RJ e SP que ganhamos visibilidade instantânea. Tudo vem acompanhado pelos prós e contras, temos de conviver com eles... a concorrência e o ego assustam um pouco no início, mas logo a inocência passa e assumimos uma posição mais neutra.
 
Se pudesse, o que você mudaria na cena eletrônica do Rio de Janeiro?
O Rio já está passando por muitas mudanças. O que vem acontecendo nos últimos meses já demonstra uma grande instabilidade. Acredito que estas novas frentes vão servir para melhorar em muito a qualidade. Instigar a concorrência é sempre bom.
 
O que é preciso para ser um bom Dj e remixar sem errar?
"Todo DJ já sambou" [Cláudia Assef]. Errar todos erram, mas o aprimoramento e a técnica vem com a prática.
 
Como você avalia a cena carioca depois da vinda da The Week RJ?
Como disse, foram fortes mudanças desde o anúncio de que estava por chegar uma The Week no Rio. Acho que foi tudo muito depressa a forma como as coisas aconteceram. Era uma noite carente, pegou os empresários desprevenidos. Ainda estamos vivendo este momento de "novidade", não temos lucidez para imaginar o que vai ser daqui a alguns meses, pois o empreendimento é grande e manter a vibe sem popularizar, exige muito jogo de cintura.
 
Outras capitais do Brasil vêm se consolidando em se tratando de festas eletrônicas, Salvador já possui uma cena forte, Curitiba é destacável e cada vez mais outras aderem ao entretenimento alternativo. Qual a sua opinião em relação a este crescimento e quais as propostas futuras do Dj Jeff Valle para que seu trabalho possa ser difundido em outras capitais e não fique limitado ao eixo Rio-São Paulo?
Gosto muito quando posso levar meu som a lugares diferentes. Tenho conquistado visibilidade em boa parte do Brasil. Ser convidado e reconhecido por festas que são referência me desperta um orgulho. Minha agenda reflete bem isso.
 
Quais as suas expectativas para a Fluid Terapia Intensiva?
Há uma tensão no ar. Desde que foi anunciado um back2back com Ana Paula. Ela arrasa! Convivemos na mesma cidade, compartilhamos as mesmas festas, mas nunca dividimos uma cabine tão próximos. E este encontro de DJs cariocas foi marcado em Salvador... Por outro lado, foi um convite bem recebido da Fluid, ao dizer que escolheu os melhores DJs do Rio para bombar sua festa, nessa terra abençoada. Tudo vai dar certo!
 
Em se tratando de set, o que está sendo preparado?
Meu set atual mantém meu estilo tribal, em respeito ao público que conquistei. Mas não deixo de introduzir novidades do electro para confirmar a vibe. Além de DJ, sou produtor e levo comigo minhas versões privates, o que sempre garante boas surpresas ao público.
 
Você acha que hoje, beleza é fundamental para ser Dj no Rio?
Ajuda. Mas está longe de ser fundamental.
 
Quais os Djs que merecem a sua admiração no cenário da música eletrônica nacional?
Minha opinião não é diferente da grande massa, afinal, não é a toa que eles são tops. Pacheco, Cecin, Ana Paula, Marcus Vinicius seriam boas referências para citar, entre outros.
 
Existe uma valorização dos produtores locais com os Djs?
Sim, claro. É bonita esse troca-troca de cabines que acontece no Rio. Tocamos em várias festas, convidados por nossos produtores, e indicados pelos amigos DJs para compartilhar a festa. Cativamos públicos diferentes.
 
Uma mensagem para os usuários do FD.
Estou empenhado em levar uma boa vibe para os baianos. Pelo que tenho acompanhado de produção da festa, tem tudo para ser uma noite inesquecível. Divirtam-se com moderação e não percam o final da festa, é sempre o melhor!
 
*Davi Santos é colunista e diretor geral do Portal Farofa Digital

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