- 02.01.2010
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2010 tenta chegar, coisa que só vai acontecer depois do Carnaval (estamos no
Brasil), mas 2009 ainda roda nas picapes e reverbera nas pistas. Assim sendo,
ainda é tempo para uma retrospectiva básica dos principais fatos acontecidos na
cena eletrônica de 2009, quem sabe assim o ano acaba de acabar. Avisando que a
coluna Supersonic, assinada por este DJ escriba, publicada às sextas-feiras no
D+ e dedicadíssima às novidades techno etc, passa janeiro por aí e só volta em
fevereiro. Lá vai.
The End A crise mundial apareceu
na cena já no inicio do ano. E em janeiro um dos mais conceituados clubes de
Londres, o The End, fechou suas portas. Isto logo após ter completado 13 anos de
vida, em dezembro de 2008. Residência oficial da dupla Layo & Bushwacka, o
clube tinha como foco a valorização da cena underground londrina através de suas
noites temáticas como a Trash, Buzzin’Fly, Bugged Out! e o projeto brasileiro
Marky & Friends.
“Nós queríamos fazer uma coisa única, e conseguimos. Mesmo que os últimos
anos tenham sido os mais bem sucedidos como clube e como negócio, acredito que
não temos nada mais que possamos conseguir”, disse Layo em entrevista ao site da
casa.
Profissão: DJ Foi ano também de tentar
regulamentar a profissão de DJ. Em janeiro, o projeto de lei que regulamenta a
profissão de DJ foi aprovado pelo Congresso e publicado no Diário Oficial no mês
de março. Criado em 2007, o Projeto de Lei do Senado nº 740 de autoria do
senador Romeu Tuma incorpora a profissão DJ na categoria de Artistas e Técnicos
em Espetáculos e Diversão.
É claro que a intenção do senador Romeu Tuma é das melhores, principalmente
pelo reconhecimento da arte do DJ como profissão, mas até agora o que se viu
foram apenas polêmicas em torno do assunto. Principalmente sobre como efetuar
tal regulamentação, já que a profissão no País tem mais de 20 anos e existem
poucos cursos e faculdades com reconhecimento oficial pelo Ministério da
Educação.
Esperamos que no futuro isto mude. Por enquanto, esta é mais uma lei que não
deve pegar no Brasil. Segue o link do Senado com o projeto em
detalhes.
Desacelera DJ Em ano de crise e recessão, a
ordem foi desacelerar também nos beats e bpms. A onda de sons mais lentos,
iniciada em meados de 2007, começou a ter destaque na cena brasileira e
paranaense já no início do ano.
Tanto artistas consagrados como DJs que tiveram sua iniciação há alguns anos
na cena psy trance e techno começaram a direcionar seus sets e pesquisas para
sons com baixos bpm, indo de encontro com o minimal techno, deep house, e até o
tech house, que voltou a cena com velocidade abaixo dos 128 bpms. A confirmação
veio após o verão europeu deste ano com o boom dos sons deep, e agora no final
do ano com a influência da house music de Chicago aparecendo em músicas de
produtores de todo o mundo.
Artistas como Jay Haze, Justin Martin, Ben Watt, ou até mesmo os progressivos
Mark Knight, Funkagenda e Axwell já vêm produzindo suas tracks com essas
características há algum tempo, mas foi só em 2009 que os baixos bpms tomaram o
rumo do maistream, no hemisfério sul. Até mesmo techneiros como Thomas
Schumacher, Oxia, Mauro Picotto, Paco Osuna e Marc Romboy, aderiram aos low bpms.
Josley
B é colunista do Diário On Line
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