- 07.11.2009
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O
Grupo Gay da Bahia (GGB) preocupado com os índices de violência e assassinatos
praticados contra homossexuais na Bahia, com vistas a reduzir essa
vulnerabilidade, realiza consulta pública em parceria com o Portal Farofa Digital,
para que os internautas opinem sobre as dez dicas sugeridas pela entidade, e
que irá circular por meio de impressos nos locais
de referência homossexual na cidade.
- A idéia é fazer com que a população
homossexual opine sobre o tema e possa contribuir com o texto a ser divulgado no
impresso de forma prática e eficiente a partir da vivência de cada
cidadão,
inclusive aqueles que já passaram por situações de vulnerabilidade e como se
saiu delas.
São
dicas e sugestões, certamente não vão evitar que novos casos ocorram, mas tem a
finalidade de alertar os gays para que não entrem em ciladas por conta do
desejo, disse Marcelo Cerqueira presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB). De
acordo com pesquisa realizada pelo (GGB) de janeiro deste ano até o mês de
outubro, foram 18 casos de assassinatos, com o jornalista Jorge Pedra esses números
somam 19.
A maior parte dos crimes envolvendo gays ocorre em residências,
seguido de local público e hotel de passagem.
- O
(GGB) deseja reeditar o folheto "Gay Vivo Não Dorme com o Inimigo" com sugestões de
segurança para a comunidade. A participação na consulta espera que gays, lésbicas e travestis
sejam generosos com as contribuições. O folder virtual ficará disponível no Farofa
Digital e os internautas podem ler e fazer suas sugestões abaixo através do
espaço de comentários. Ao final,
as sugestões serão avaliadas e acrescentadas ao conteúdo original.
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- VEJA
- Gay vivo não dorme com o inimigo: Dicas de como evitar a violência
anti-gay
1. Evite levar desconhecidos ou garotos de programa
para casa. Prefira fazer programas em hotéis, motéis ou saunas;
2.
Investigue a vida da pessoa com quem pretende sair. Prefira
pessoas conhecidas ou indicadas por amigos e só saia com alguém se tiver
certeza que é de confiança;
3. Nunca beba líquidos oferecidos pelo
parceiro desconhecido. A bebida (ou chiclete) pode conter soníferos, o
perigoso "Boa Noite, Cinderela". Em um bar ou boate, preste atenção em seu
copo, se precisar ir ao banheiro ou se ausentar, leve o copo consigo, ou,
invente uma desculpa e peça outra bebida;
4. Se levar alguém para casa,
não o esconda do porteiro, ou de vizinhos. Eles podem ajudá-lo na hora do
perigo. É sempre bom ter uma boa relação com esse pessoal. Na hora do babado,
eles podem ser solidários;
5. Se for possível, demonstre para seu parceiro
eventual que é gay assumido. Isso evita chantagem ou tentativa de extorsão;
6. Não se sinta inferior. Não se mostre indefeso, evite
demonstrar passividade, medo, submissão. Não cultive o tipo machão, ou pelo
menos não mostre que o valoriza tanto; se ele lhe ameaçar, grite, faça
escândalo, ou em último caso, saia correndo e peça socorro aos
vizinhos;
7. Evite fazer programa com mais de um michê. Antes da transa,
acerte todos os detalhes: preço, duração, preferências eróticas (se ele
aceita, por exemplo, ser passivo): isto evita brigas e discussões;
8. Não
humilhe o parceiro. Não exiba jóias, riqueza ou símbolos de superioridade que
despertem cobiça. O garoto de programa quase sempre é de classe inferior à
sua;
9. Se o encontro for na sua casa, tranque a porta e esconda a chave.
Não deixe armas, facas e objetos perigosos à vista; não se e squeça que você
é dono da casa e deve dominar a situação;
10. Se for agredido, procure a
polícia, peça exame de corpo delito e denuncie o caso aos grupos de ativistas
homossexuais. Lembre-se que as Delegacias de Polícia são públicas. Se foi mal
tratado pelo oficial, chame o Delegado Titular, se ele não estiver chame o
plantonista. Se mesmo assim, for mal atendido, entre com uma ação contra a
delegacia. Não tenha medo: é legal ser homossexual!
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Mensagem
dos Internautas
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- Beto
Silva - Rio de Janeiro - RJ
- O
Grupo Balance na pesquisa
- Uma
pesquisa mais aprofundada sobre
o cotidiano noturno dos gays
é de se pensar. Nos clubs os
gays costumam se colocar e existe
uma droga chamada "G"
ou DI, que deixa o usuário sensivel
ao toque e ao sexo, suscetivel
a tudo. A participação de médicos
e até mesmo do Balance da UFBA
seria indispensável para a elaboração
de uma cartilha englobando
tudo, pois se trata de segurança.
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- Paulo,
Teixeira - Salvador - BA
- Educação
comportamental?
- A
galera mais velha adora pegar
garotos de programa e carinhas
que estão vagando nas ruas,
eu já fiz isso mas tranquei
a porta do quarto e antes, peguei
a roupa do carinha e deixei
espalhada em vários cantos da
casa. Fiz de uma forma que ele
não sacasse, mas para me proteger,
embora saberia me defender numa
situação dessas pois pratico
luta. Mas poderia ser um revolver
né então, é melhor pensar em
tudo.
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- Flaviano
- Salvador - BA
- Uma
falha
- As
delegacias ainda nos deixam
cosntrangidos, acho que deve
existir uma conscientização
em relação a isso.
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apresentadas
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