Todo mundo ligado na casa "GAY" mais vigiada do Brasil
Décima edição do "Big Brother Brasil", que começa na terça, promete polêmica com Drag queen, gays e androginia no horário nobre da TV

 @Por Rafael Rocha

Bookmark and Share  

08.01.2010
 
emcena_bbb.jpgUltimamente os reality shows de anônimos têm no mínimo um integrante gay. Geralmente instauram polêmica e captam a atenção da audiência. No entanto, o décimo "Big Brother Brasil" (BBB), que começa na próxima terça-feira, apostou na ousadia e tem tudo para ser a mais gay da história das edições brasileiras: fala-se em quatro integrantes homossexuais a compor o elenco.

Desses, dois são gays assumidos. O estudante paulista Sérgio Francischini, 20, e o maquiador e drag queen paranaense Dicesar Ferreira, 44. Francischini tem alta popularidade no mundo virtual: seus perfis em redes sociais são conhecidos há tempos, bem como suas performances andróginas. Já Dicesar é Dimmy Kieer, drag queen que lota boates, além de presença contumaz em paradas gays país afora.

Também há rumores sobre a sexualidade de duas outras participantes. Colegas da jornalista mineira Ana Angélica, 24, que apresentava programa esportivo em Uberlândia, já afirmaram a sites de celebridades que ela é lésbica e tem namorada.

Para finalizar a lista de possíveis homossexuais, são fortes os comentários de que a brasiliense Elenita Rodrigues, 30, doutoranda em linguística, também seja lésbica ou bissexual. Ela mantém no Orkut a maior comunidade contra a homofobia, com cerca 64 mil integrantes.

Para Oswaldo Braga, presidente do Movimento Gay de Minas (MGM) e colunista do jornal O Tempo, a maior intenção da direção do reality show é alavancar índices de audiência. "Estão correndo atrás de Ibope. Em nenhum momento pensaram em valorizar os homossexuais", diz. No entanto, Braga relativiza: "Os gays podem também levantar nossas bandeiras, esclarecer a problemática dos homossexuais".

Mais otimista, Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), vê com bons olhos a inclusão de tantos gays no reality show da Globo. "É importante mostrar quem somos", afirma.

Representação. Bastante conhecida do público gay, a presença de Dimmy Kieer no "BBB" promete causar rebuliço. "Ela é uma top drag, tem discurso pronto, mas também faz críticas ao movimento", diz Oswaldo Braga. Dimmy Kieer parece ser crítica em relação às paradas. "Ela já disse que se tornaram um circo", continua Braga. "Espero que ela aproveite essa chance para denunciar coisas que não têm espaço no horário nobre. Nas festas, Dimmy vai arrasar".

Kayete, uma das drags mineiras mais famosas, está feliz com a escolha. "Achei fantástico. Está na hora de a TV se curvar ao talento das drags. Somos artistas com criatividade, humor e conteúdo", diz. Colega de Dimmy Kieer, Kayete espera ser bem representada na casa vigiada. "Estamos muito bem representadas. Já dividimos o palco e ela é uma drag querida nacionalmente", comenta. Ela espera também sucesso do programa. "Acho que vai ser das maiores audiências, as pessoas estão curiosas", diz Kayete.

Precursor
Jean Willys foi o primeiro gay a participar do "BBB", na sua 5ª edição, em 2005. Ele saiu do armário dentro da casa e conquistou o público pela sua boa argumentação, levando o prêmio principal, de R$ 1 milhão.

Polêmico
Marcelo Arantes, participante da 8ª edição do "BBB", em 2008, também revelou sua homossexualidade no programa. Psiquiatra e pivô de vários conflitos, Marcelo acabou eliminado da atração com ampla maioria de votos.

Prêmio
Dirigida por Boninho, a décima edição do "BBB" estreia na próxima terça-feira, com prêmio principal de R$ 1,5 milhão. Além dos 15 integrantes já divulgados, outros dois irão entrar na casa logo no primeiro dia.
 
Rafael Rocha é colunista do Jornal "O Tempo"
Nossos agradecimentos especiais pela colaboração

Comentar a matéria
 
 Arquivos EM CENA
Envie esta página para alguém
Anúncie | Fale conosco | Seja Parceiro | Política de Privacidade | Quem somos | Fale on-line
Farofa Digital 2002© Todos os direitos reservados