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| Tudo
de Bom::::: |
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- Abre
Caminhos que
Mariene de Castro
vai passar
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Diga
a mãe que eu cheguei
- A
cultura popular
pede passagem em
‘Abre Caminhos ‘
CD de estréia de
- Mariene
de Castro, consagrado
a baianidade.
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- Cheguei,
tô chegada. Chegou
Mariene de Castro
com o seu mais novo
trabalho, Abre Caminhos,
um disco de estréia
que já mostra que
a cantora pisou
firme e já sabe
os caminhos onde
andar. Chegou muito
bem chegada, sem
sobra de duvida,
previsível porque
já era de se esperar
vindo de uma
artista séria e
comprometida como
ela. Chegou para
ficar e para se
firmar com sua voz
fantástica e a presença
cênica mais impressionante
dos últimos anos
no gênero musical.
- O
disco Abre Caminhos
é o resultado de
intensa pesquisa
musical da nossa
cultura popular,
das canções do sertão,
do recôncavo, dos
santos, dos caboclos
ganhador do Prêmio
Braskem de Cultura
e Arte. Mariene
de Castro nesse
trabalho mostra
ser uma cantora
versátil inova,
cria e recria sem
se perder ou se
distanciar de suas
raízes culturais
e étnicas cantando
tudo que de maravilhoso
essa cultura sertaneja
produziu.
-
Esta
jovem cantora é
a mistura de tantas
outras mulheres
impressionantes
como a saudosa Clara
Nunes e a implacável
Maria Bethânia,
mas no seu estilo
Mariene é única
é uma deusa é intensa
é poderosa e traduz
a baianidade como
poucos conseguem,
onde ela vai leva
consigo a Bahia
na roda de sua saia
branca, leva a nossa
rica cultura popular
do samba da chula
e do recôncavo baiano,
se ela não fosse
daqui não seria
de lugar algum,
mas essa mulher
é água de cachoeira
e ninguém pode lhe
amarrar, então,
sua música é para
o mundo e para alimentar
a alma.
-
As
apresentações da
cantora são marcadas
por inconfundível
beleza plástica.
- Ela
faz questão de passar
tudo, o repertório
catado a dedo, a
preocupação com
o gestual de cena,
a sutileza das quatinhas
com água de cheio,
os pés descalços,
aqueles truques
dos sambitas tarimbados,
a escolha
dos convidados a
dividirem o palco
com ela. Uma cantora
implacável que quem
vê atuando nunca
mais esquece. Ah!
Mas o CD é
divino, um resgate
de tantas raridades
musicais.
-
Canções
conhecidas como
Poema para uma Tribo,
em memória do saudoso
Apaches do Tororó,
Ilha de Maré e Planeta
Água. Ao todo são
dezessete canções
que na voz de Mariene
ganharam novos significados
e arranjos diferentes
com a participação
de muitos convidados
como o Grupo Baguncaço,
Luiz Caldas,
- Coisas
da Pele, Bule Bule,
as trombetas inconfundíveis
do Afoxé Filhos
de Ghandy e
claro que não poderia
faltar Dona Edite
do Prato e as Vozes
da Purificação um
coral de animadíssimas
senhoras cantadeiras
de ladainhas de
Nossa Senhora. A
produção e direção
artística são assinadas
em co-autoria com
J. Veloso, sem dúvida
um disco que não
pode faltar em sua
discoteca.
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