- Janeiro
2009
Nos últimos 18
meses, especialmente, tenho buscado uma compreensão ainda mais profunda de mim
mesma e, consequentemente, de cada alma que de mim, de alguma forma, se
aproxima...
Nesta jornada,
tenho descoberto e confirmado, cada vez com maior lucidez, uma verdade que pode
ser ótima (ou não) dependendo da forma como lidamos com ela: cada dia é uma
pequena vida!
Cada situação é
uma encruzilhada. Cada passo é uma escolha que pode mudar tudo. Talvez seja
exatamente por isso que é tão difícil nos mantermos fiéis aos sentimentos que
mais desejamos experimentar: alegria, auto-estima, gentileza,
amor...
Um passo
vacilante... e tudo se modifica. O que era amor pode se transformar em ciúme,
egoísmo, raiva, medo. O que era alegria pode se transformar em dúvida,
desesperança, tristeza. O que era auto-estima pode se transformar em
insegurança, agressividade, dor. O que era gentileza pode se transformar em
intolerância, desistência, arrogância.
Uma atitude, uma
escolha... e tudo pode mudar! E isso me faz lembrar da máxima Orai e vigiai.
Quando a gente ora, pede o que deseja, entra em estado de humildade,
receptividade, esperança... Mas um minuto depois, é preciso que entremos em
vigília constante.
Somos
passionais, motivados por reações. Ainda não aprendemos a ponderar. Reagimos
automaticamente a partir de crenças limitantes, de preconceitos e defesas
internas. Reagimos: este é o problema.
Precisamos
começar a agir. Sempre agir. Cada passo precisa ser uma ação consciente, atenta,
lúcida. E para que isso se torne possível, só há uma maneira: treino, prática,
repetição... dia após dia até que se torne hábito.
Só podemos
destruir um velho hábito que já não nos interessa se no lugar dele construirmos
um novo, que revele uma nova direção, um novo caminho. Os sentimentos difíceis
continuarão dentro da gente, mas em vez de reagirmos a eles, podemos decidir por
uma nova ação.
Em último caso,
tenho feito assim: quando ainda não sei qual a nova ação que posso ter diante de
um sentimento difícil, opto pelo silêncio. Respiro fundo, entro em contato com o
que estou sentindo, reconheço que estou me deixando atingir pelo que está
acontecendo e simplesmente espero, em silêncio, até que consiga encontrar,
dentro de mim, uma nova maneira de agir diante de velhos
sentimentos.
E assim, de vida em vida, um dia de cada vez, pretendo acordar
amanhã mais positiva do que fui hoje...
Rosana Braga é
Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante e Autora
dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" e "Amor - sem regras para
viver", entre outros. www.rosanabraga.com.br e Comunidade no
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