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Felizmente, por mais que eu estude
e procure aprender sobre a complexidade da vida, ainda descubro o quanto tenho a
crescer, amadurecer e me transformar. A cada dia, percebo nuances de mim mesma e
me vejo tendo de lidar com sentimentos difíceis, atitudes que não quero mais
repetir e crenças que preciso reescrever.
Pois bem, dia desses, comecei a
entrar em contato com um incômodo que vinha me rondando... Terminei por
constatar que a causa era o fato de ter sido chamada de tola, inocente e boba,
por pessoas bastante queridas, três vezes num período de dez
dias.
A primeira foi uma amiga que me
contava sobre a separação dela. Descobriu que o marido vinha mantendo um caso
extraconjugal há alguns meses e resolveu romper a relação. Falávamos, inclusive,
sobre um de meus últimos artigos – ‘Preconceito ou falta de ética?’ – e o quanto
algumas pessoas parecem ter perdido a noção de lealdade.
Num determinado momento da
conversa, disse a ela que, apesar de todas as mensagens que recebo, de todos os
casos que me contam e de eu mesma já ter sido traída, continuo acreditando que
existem pessoas fiéis, leais, dispostas a manter um relacionamento baseado na
sinceridade, ainda que possam cometer erros.
Ela riu e me disse: “ah, Rô, não
seja boba. Não existem pessoas fiéis. Todo mundo trai e acha normal. Cada vez
mais estou certa disso!”. E eu discordei categoricamente, dizendo que se
algum dia eu não acreditasse mais nas pessoas, pararia de escrever porque teria
perdido totalmente minha inspiração, meu alimento: o desejo genuíno de sermos
bons e felizes!
A segunda foi um amigo que, ao
relembrarmos um outro amigo muito próximo de mim, me falou que tinha certeza de
que ele usa determinado entorpecente. Levei um susto e disse: “claro que não!
Somos confidentes e ele já me contou diversas situações da vida dele, mas sempre
me garantiu que não usava isso. Inclusive, arrisco-me a dizer que ele pode ter
vários defeitos, mas se tem algo que eu nunca o vi fazer, nem comigo e nem com
ninguém, foi mentir. E se ele me disse que não usa, acredito
nele!”.
E meu amigo também riu de mim.
“Ah, fala sério! Como você é tonta! Só porque ele disse que não usa, você
acredita? Talvez ele não faça na sua frente, mas você não está com ele o tempo
todo. Além disso, tá na cara que é mentira!”.
Ainda arrisquei: “Mas você já o
viu fazendo isso?”. E ele respondeu: “não, mas nem preciso. Basta olhar
pra ele pra perceber!”. Visivelmente irritada, retruquei: “pois eu
acredito nele e só deixarei de acreditar quando tiver um motivo concreto para
isso!”.
E a terceira vez, que me fez
explodir, foi quando uma outra amiga me contava sobre alguns acontecimentos
bizarros dentro de uma empresa conhecida. De repente, ela afirmou que uma pessoa
de quem eu gosto demais, e que trabalha lá, havia feito uma escolha que
considero antiética.
Imediatamente saí à defesa dela:
“ela não fez isso, tenho certeza! Já conversamos sobre o assunto e ela me
garantiu que não fez!”. E de novo fui motivo de riso. Minha amiga me chamou
de inocente e disse que acredito demais nas pessoas.
Pois bem! Pensei, refleti, dei
ouvidos à minha intuição e cheguei a uma conclusão: posso até ser tola em muitos
momentos. Provavelmente sou mesmo inocente em outros. E certamente me comporto
feito tonta em algumas circunstâncias. Mas o fato é que, diante das pessoas que
amo, tenho duas opções: acreditar nelas ou não acreditar!
A minha decisão é continuar
acreditando até que – se for o caso – elas me dêem motivos concretos e reais
para que eu passe a desacreditar. Porque, sinceramente, acredito que existem
pessoas boas, fiéis, sinceras, éticas e humanas de verdade.
Portanto, declaro a quem possa
interessar que me junto a Peter Pan, à Wendy e todos os seus amigos para
gritarmos bem alto: “Eu acredito em Fadas! Acredito!
Acredito!”...
Pois se cada
vez que alguém diz ‘Eu não acredito em fadas’, uma pequenina fada cai
morta no chão, estou certa de que cada vez que alguém diz que não acredita em
pessoas sinceras, um coração sincero morre, em algum lugar do
mundo! Autora dos livros: . O Poder da
Gentileza - Ed. Minuano - 2007 . Gigantes da Motivação - Ed. Venda Mais -
2007 (autora convidada) . Faça o Amor Valer a Pena – Ed. Gente – 2006 .
Alma Gêmea – Segredos de um Encontro – Ed. Alaúde – 2005 . AMOR - sem regras
para viver – Ed. Alaúde - 2004 É também autora e apresentadora dos DVDs Inteligência Afetiva volumes 1 e 2 e Viva o amor que você
deseja, além do CD Sucesso no Amor e colunista de programas de rádio, revistas, jornais e sites. |