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Comportamento
- Muitas vezes, não é o que se
fala, mas como se fala...
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Mar.2008
Não foram poucas as vezes em que
presenciei conversas entre duas ou mais pessoas onde tudo o que bastaria para um
‘final feliz’ seria um outro modo de se dizer as coisas... Inclusive comigo
mesma, que sou uma auditiva assumida (todos nós temos uma predominância entre
ser mais ‘auditivo’, mais ‘sinestésico’ ou mais ‘visual’), sei que diferentes
sentimentos e percepções podem aflorar em mim dependendo da forma como cada
verdade me é dita e, claro (!), com que maturidade eu me disponho a
interpretá-las!
- Quanto às verdades – penso que
devemos, antes, ponderar sobre duas questões.
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- A primeira é o quanto estamos, em
cada fase do nosso amadurecimento, preparados para ouvi-las – e isso significa
que algumas vezes é melhor não desejar obter uma informação com o qual não
saberíamos o que fazer. E a segunda é que precisamos aprender a usar as verdades
para crescer e nos tornar mais confiáveis ao outro e não para arquitetar
acusações deliberadas e inúteis.
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- Portanto, em vez de distorcer as
palavras ou economizar os sentimentos, o que serviria apenas para aumentar o
número de relações rasas e inconsistentes e colaborar para aprofundar os buracos
internos das pessoas que passam pelas nossas vidas, creio que esteja na hora de
aprendermos a usufruir melhor da comunicação.
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- Note: quando duas pessoas estão em
sintonia, desejando a conciliação e interessadas em realmente se entender,
geralmente falam baixo, próximas uma da outra; porque, afinal, o objetivo é
ficar bem. Entretanto, quando não estão em sintonia, alteram o tom, aumentam o
volume e perdem a noção do que estão dizendo. E pior do que isso: o que uma diz
é, muito recorrentemente, interpretado equivocadamente pela
outra.
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- Suponho que mais produtivo do que
nos escondermos atrás de omissões ou vender uma imagem que não corresponde com a
nossa essência, seria apostar mais no acolhimento das diferenças, na percepção
dos limites e na coerência entre o que se diz, o que se sente e o que se faz –
tanto em relação a nós mesmos quanto em relação ao outro.
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- Por fim, quando a gente fala com o
intuito de resolver e crescer, termina descobrindo que palavras são apenas
palavras, muitas vezes traiçoeiras, mas que as entrelinhas estão sempre
carregadas de desejos, sentimentos, intenções e verdades que só podem ser
ouvidos com o peito aberto. Esta é a idéia: uma troca íntima entre dois
corações... para que todo o resto possa fazer sentido e valer a
pena!
- Sobre
a colunista
Rosana Braga é
Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante e Autora
dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" e "Amor - sem regras para
viver", entre outros. www.rosanabraga.com.br e Comunidade no
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