- Março
2009
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Se pensarmos na
vida como um longo caminho, podemos fazer analogias interessantes, a começar
pelos tão comentados obstáculos que temos de aprender a ultrapassar ao longo dos
anos...
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- Uns maiores,
outros menores, cada qual traz consigo seu nível de dificuldade, suas
conseqüentes dores e seus preciosos aprendizados. Mas hoje quero falar,
sobretudo, dos buracos. Alguns rasos, outros nem tanto. E existem também aqueles
que, de tão profundos, quando caímos neles costumamos usar a expressão cheguei
ao fundo do poço!.
- É claro que
ninguém gosta de cair em buracos. Por menores e mais rasos que sejam, no mínimo
nos desestruturam e nos fazem perder o rebolado. Mas o fato é que eles fazem
parte de todos os caminhos, de todas as pessoas, sem exceção, embora sejam
sempre únicos.
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- O problema é
quando alguém busca conhecimento, estuda e se sente tão crescido que passa a
acreditar que isso é o suficiente para eliminar os buracos de seu caminho, para
fazer com que eles simplesmente não existam mais. Iludido e enganado por si
mesmo, ao se deparar com um, vai ter de lidar ainda com a decepção, a frustração
e a sensação de que toda busca não valeu de nada!
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- Não caia nesta
armadilha! Saiba de antemão que os buracos vão existir pra sempre. A diferença
entre quem está consciente de si e de seu caminho e quem não está, é que o
primeiro vai saber evitar o tombo desviando a tempo do buraco ou, pelo menos,
levantar, sair dele e seguir em frente mais rapidamente e, tomara, menos
machucado.
- E tem mais:
podemos perceber, com a repetição de nossas quedas, que muitos dos buracos de
nossos caminhos são incrivelmente parecidos, justamente porque a função deles é
nos ensinar a mais difícil de todas as lições.
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- Portanto, se sua
lição mais difícil é aprender a ser menos teimoso, ou menos ansioso, ou menos
inseguro, ou menos desconfiado, note bem: toda vez que você se distrai ou
acelera o passo mais do que deveria, cai num buraco em que parece já ter caído
inúmeras vezes antes.
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- Não é o mesmo! É
outro! É novo! Ele se repete à frente para que você acorde e, a cada queda,
consiga levantar com mais habilidade, e seguir em frente não reclamando e se
lamentando por ter caído mais uma vez; não se criticando e se culpando por ter
sido estúpido novamente. Não! Não há nenhuma estupidez na repetição do
aprendizado, mas sim vivência, privilégio e sabedoria!
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- Assim, se você
está agora no chão, se acabou de cair num buraco do seu caminho, não se sinta
uma vítima e sim um escolhido pelo Universo para se tornar mais forte e mais
preparado. Erga-se, mesmo doendo. Saia do buraco, mesmo chorando. E dê um passo
à frente, e depois outro e outro, com a certeza de que pode ir bem mais
longe...
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- Outros buracos
virão. Novas cicatrizes ficarão cravadas em sua alma. E tudo isso será a prova
de que você não veio como espectador e nem como coadjuvante de sua história.
Você veio como protagonista e vai chegar até o fim com a dignidade de quem não
apenas cumpriu o seu destino, mas o esculpiu com coragem, fé e
atitude!
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Rosana Braga é
Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante e Autora
dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" e "Amor - sem regras para
viver", entre outros. www.rosanabraga.com.br e Comunidade no
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