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07.03.2006- Mãe de jovem gay defende direito sexual

@Por Melquiads Júnior
Direto do Vale do Jaguaribe- Limoeiro do Norte-CE
“Não precisa ser gay nem ter medo de ser chamado de gay para participar. Apoiem nossa casa e estarão apoiando um parente ou, quem sabe, um filho, no futuro”.  A citação faz parte da carta “O que é o amor?”, lida pela dona-de-casa Adalgiza Lopes Assis de Freitas, 50 anos, apoiadora da Associação de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (AAGLBT), emocionando os participantes da reunião ordinária da Câmara Municipal de Limoeiro do Norte, que aprovou o Dia da Consciência Homossexual para o primeiro sábado de julho. Conquista como essa é rara no Ceará, com registro conhecido no município de Maracanaú, em 2003. Além disso, o prefeito de Limoeiro, João Dilmar, assinou documento em que defende os “direitos sexuais” e condena qualquer forma de discriminação na sociedade.

Mãe de um jovem homossexual de 26 anos, Adalgiza Lopes representa as mães que têm filhos gays ou lésbicas dentro de casa, lida com o conflito no âmbito familiar e da sociedade, e defende o direito de que “o importante é ser feliz, independente do gênero sexual”.

“Percebi que o meu filho era diferente, ele não saia com os outros meninos para jogar bola, preferia ficar em casa, ou brincar enfeitando as bonecas das amiguinhas, experimentar minhas roupas. Quando ele era criança, levei para uma psicóloga, para saber se não era algum problema”, conta Adalgiza. Meu filho namorou garotas lindíssimas, mas via que não sentia atração por elas como por um homem. “Hoje, entendo perfeitamente que devemos conviver com as diferenças, e isso não é doença. Tratamos do assunto abertamente em casa. Quero meu filho feliz”.

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