- 07.março.2010
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- Segundo relatório anual do Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgado na última
quinta-feira, 4, o número de assassinatos de homossexuais no Brasil em 2009
alcançou o vergonhoso número de 198 mortes, oito a mais do que em 2008. Ou seja,
uma média de dois por dia. O crescimento foi baixo, mas mesmo assim o total de
mortes ao ano continua alto e deixa o Brasil na incômoda primeira posição no
ranking mundial.
Das 198 vítimas, 117 eram gays, 72, travestis e nove lésbicas - o maior
número do mundo, seguido do México, com 35 crimes, e dos Estados Unidos, com 25
casos em 2009. Os Estados brasileiros que lideram a estatística são Bahia e
Paraná, com 25 crimes contra LGBT cada um.
Ainda segundo os dados coletados pelo GGB, somente entre 1980 e 2009 foram
mortos pelo menos 3.196 gays no Brasil, em sua maioria pais-de-santo,
professores, profissionais liberais, profissionais do sexo e cabeleireiros. 34%
deles foram assassinados com armas de fogo, 29% com arma branca como facas, 13%
por espancamento, 11% por asfixia e 13% de outras maneiras.
Mas a pesquisa não serviu apenas para mapear a homofobia. "Se a Secretaria
Especial de Direitos Humanos da Presidência da República não implementar as
deliberações do Programa Brasil Sem Homofobia, vamos denunciar o governo
brasileiro junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização
dos Estados Americanos (OEA), e à Organização das Nações Unidas (ONU), pelo
crime de prevaricação e lesa humanidade contra os homossexuais", adianta o
decano Luiz Mott, fundador do GGB.
Talvez mais O levantamento é feito por meio de notícias publicadas em
sites e revistas do Brasil. Como a imprensa muitas vezes não consegue cobrir
todos os assassinatos, o GGB acredita que esse número de 198 mortes pode ser bem
maior, isso sem levar em conta que muitos LGBT morrem todos os dias no Brasil
por homofobia, mas têm suas mortes silenciadas por causa do preconceito.
O Relatório de Assassinatos de Homossexuais no Brasil é o único estudo deste
tipo no País, sendo usado, inclusive, por outros países como os Estados Unidos
para analisar como anda a questão dos direitos humanos por aqui.
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