-
-
|
|
- Presídio
do Recife vai contar com espaço reservado para
homossexuais
-
|
@Por Redação
|
|
|
- 24.02.2010
-
- O Presídio Aníbal Bruno passou a contar ontem com um espaço reservado aos
detentos homossexuais. A iniciativa é do promotor de Execuções Penais Marcelus
Ugiette e foi tomada após denúncias da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de
Olinda e Recife de que presos gays teriam tido a cabeça raspada.
A ação
teria a participação de agentes penitenciários e um chaveiro (preso que controla
os pavilhões). O promotor esteve na unidade prisional ontem e verificou que sete
e não 16 presos, como constava na denúncia, estavam de cabelos cortados. Ele
conversou com os detentos gays, que teriam dito que a mudança de visual partiu
deles, como forma de se proteger de atitudes homofóbicas dos demais detentos.
Entidades não governamentais desconfiam da versão.
"Eles disseram que
estavam sofrendo pressão psicológica e humilhação por parte de alguns presos.
Para evitar esses problemas, eles cortaram o cabelo, tiraram tiaras, brincos e
roupas cor-de-rosa", disse o promotor. O local destinado agora ao público
homossexual é uma antiga sala de computação com capacidade para cerca de 40
presos. O promotor afirmou que foi aplaudido quando propôs a criação desse
espaço. Segundo o gerente do presídio, coronel Geraldo Severiano, ontem apenas
cinco presos foram para a nova sala. O promotor quer que a ideia se expanda para
outras unidades prisionais.
"Entre isso ser entendido como um ato
preconceituoso e a defesa do interesse público, prefiro isso. Tem uma série de
situações que ferem muito mais os direitos humanos", afirmou, complementando que
irá formalizar a proposta. O Aníbal Bruno chegou a ter espaço parecido, uma casa
cor-de-rosa que deixou de existir há cerca de um ano. O promotor disse, ainda,
que se a ideia for aceita em mais presídios, os detentos gays sejam obrigados a
ficar nesse espaço separado.
O coordenador do Centro de Referência de
Combate à Homofobia de Pernambuco, Rhemo Guedes, defende que a medida
emergencial é benéfica, mas acredita que isso não resolve o problema e discorda
da obrigatoriedade. O superintendente de Segurança Penitenciária da Secretaria
de Ressocialização, Isaac Wanderley, propõe hoje, o encerramento do caso ao
secretário Humberto Vianna. Integrante da Pastoral, Renê Patriota, defende que
os presos estão sendo coagidos e não acredita que eles tenham cortado os
cabelos. O assessor especial para a diversidade sexual do governo, Rildo Veras,
afirmou que desconfia que os presos tenham mentido por medo de represália.
Ugiette disse que hoje abrirá sindicância para apurar outros problemas do
presídio.
O Presídio Aníbal Bruno passou a contar ontem com um espaço
reservado aos detentos homossexuais. A iniciativa é do promotor de Execuções
Penais Marcelus Ugiette e foi tomada após denúncias da Pastoral Carcerária da
Arquidiocese de Olinda e Recife de que presos gays teriam tido a cabeça
raspada.
A ação teria a participação de agentes penitenciários e um
chaveiro (preso que controla os pavilhões). O promotor esteve na unidade
prisional ontem e verificou que sete e não 16 presos, como constava na denúncia,
estavam de cabelos cortados. Ele conversou com os detentos gays, que teriam dito
que a mudança de visual partiu deles, como forma de se proteger de atitudes
homofóbicas dos demais detentos. Entidades não governamentais desconfiam da
versão.
"Eles disseram que estavam sofrendo pressão psicológica e
humilhação por parte de alguns presos. Para evitar esses problemas, eles
cortaram o cabelo, tiraram tiaras, brincos e roupas cor-de-rosa", disse o
promotor. O local destinado agora ao público homossexual é uma antiga sala de
computação com capacidade para cerca de 40 presos. O promotor afirmou que foi
aplaudido quando propôs a criação desse espaço. Segundo o gerente do presídio,
coronel Geraldo Severiano, ontem apenas cinco presos foram para a nova sala. O
promotor quer que a ideia se expanda para outras unidades prisionais.
"Entre isso ser entendido como um ato preconceituoso e a defesa do
interesse público, prefiro isso. Tem uma série de situações que ferem muito mais
os direitos humanos", afirmou, complementando que irá formalizar a proposta. O
Aníbal Bruno chegou a ter espaço parecido, uma casa cor-de-rosa que deixou de
existir há cerca de um ano. O promotor disse, ainda, que se a ideia for aceita
em mais presídios, os detentos gays sejam obrigados a ficar nesse espaço
separado.
O coordenador do Centro de Referência de Combate à Homofobia de
Pernambuco, Rhemo Guedes, defende que a medida emergencial é benéfica, mas
acredita que isso não resolve o problema e discorda da obrigatoriedade. O
superintendente de Segurança Penitenciária da Secretaria de Ressocialização,
Isaac Wanderley, propõe hoje, o encerramento do caso ao secretário Humberto
Vianna. Integrante da Pastoral, Renê Patriota, defende que os presos estão sendo
coagidos e não acredita que eles tenham cortado os cabelos. O assessor especial
para a diversidade sexual do governo, Rildo Veras, afirmou que desconfia que os
presos tenham mentido por medo de represália. Ugiette disse que hoje abrirá
sindicância para apurar outros problemas do presídio.
Fonte:
Diário de Pernambuco
Comentar
a matéria
-
- Mais
noticias no Circuito FD
-
- Envie
esta página para alguém
-
|
|
|
-
|