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28
de Agosto de 2010
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- O que era para ser uma panfletagem de um evento do movimento gay em frente ao
tradicional Colégio Estadual Nilo Peçanha, no bairro Zé Garoto, em São Gonçalo,
acabou na delegacia.
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O professor e ativista Aloísio Reis, de 35 anos, registrou
queixa contra funcionários da escola, acusando-os de impedirem, neste
quinta-feira, a distribuição das filipetas, as quais tinham duas mulheres se
beijando na boca. Aloísio contou que teria sido empurrado pelo porteiro do
colégio.
A polêmica aconteceu porque o material de divulgação estava
sendo distribuído, na calçada, para alunos do ensino médio da unidade, desde as
7h, horário em que os estudantes chegam à escola. A Secretaria estadual de
Educação informou que vai averiguar a denúncia e, se houver necessidade, vai
instaurar um inquérito administrativo.
Na 72ª DP (São Gonçalo), Aloísio
contou que, a certa altura, um funcionário da direção da escola apareceu na
calçada e pediu que o ativista distribuísse os panfletos no outro aldo da rua.
Aloísio recusou-se. Teria acontecido uma discussão.
— Logo depois,
chegou um porteiro da escola, tomou os panfletos da minha mão, nós discutimos, e
ele me agrediu. Depois, ele jogou os panfletos para o alto — diz Aloísio,
vice-presidente do Grupo Gay Atitude de São Gonçalo que, atualmente, não exerce
mais a profissão de professor.
Aloísio conseguiu que uma pessoa, que
estava no local no momento da confusão, fosse à delegacia confirmar a história
do ativista. Na delegacia, ninguém soube informar, ontem, se o porteiro tinha
sido encontrado para depor.
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