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- Em
busca dos seus Direitos
- Gay luta contra exoneração após 18 anos como militar nos EUA
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@Por
Redação
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- 29.01.2010
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Um condecorado tenente-coronel americano, piloto de combate da Força Aérea dos
Estados Unidos há 18 anos, está lutando contra sua possível exoneração,
determinada devido ao fato de ele ser homossexual.
Victor Fehrenbach foi
transferido para postos fora do país cinco vezes, participou de sete grandes
operações de combate, mas em maio de 2008 uma fonte denunciou às Forças Armadas
que o tenente-coronel é gay.
Durante todo o tempo nas Forças Armadas,
Fehrenbach obedeceu à política militar americana conhecida como don't ask, don't
tell ("na pergunte, não conte", em tradução livre).
"Eu segui as regras,
mantive minha vida privada muito privada... até da minha família. Tudo isso
chegou ao fim quando fui exposto por uma terceira pessoa", conta o militar.
Em setembro de 2008, Fehrenbach recebeu uma carta oficial dizendo que
ele seria dispensado das Forças Armadas por ser gay.
"Em abril de 2009
enfrentei um painel militar de 'dispensa', um tribunal de caça às bruxas
moderno, que recomendou que eu fosse dispensado com honras e chegou à conclusão,
sem fundamentos, de que minha continuação no serviço militar seria 'prejudicial
à boa ordem, disciplina e moral'."
Faltam apenas dois anos para o
tenente-coronel se aposentar e, se ele for dispensado, perderá o direito à
aposentadoria.
Política A política oficial don't ask, don't tell
foi aprovada pelo Congresso em 1993 e prevê que a participação em atos
homossexuais - mesmo que a pessoa envolvida não conte a ninguém - é suficiente
para a dispensa das Forças Armadas.
Na época, a política foi o meio
termo encontrado pelo então presidente Bill Clinton, que queria acabar com a
proibição a gays no exército, e o Congresso e a cúpula militar, que temiam que o
fim da proibição seria prejudicial.
Durante sua campanha eleitoral, o
presidente Barack Obama prometeu acabar com esta proibição nas Forças Armadas.
Fehrenbach teve a chance de encontrá-lo e pedir sua ajuda.
"Disse a ele
que precisava de sua ajuda. Ele me olhou nos olhos e respondeu: 'Vamos resolver
essa questão'."
Em seu discurso sobre o Estado da União, na semana
passada, Obama voltou a tocar no assunto. "Neste ano, vou trabalhar com o
Congresso e nossos militares para finalmente repelir a lei que nega aos gays
americanos o direito de servir ao país que eles amam por serem quem são. É a
coisa certa a ser feita", disse ele.
Nesta semana, diante do comitê do
Senado que analisa a questão, o comandante das forças armadas Almirante Mike
Mullen disse que permitir aos gays servirem ao exército é "a coisa certa a se
fazer".
Segundo ele, haverá algumas dificuldades práticas, mas o
exército pode se adaptar.
Depois de receber a notificação de que seria
dispensado e depois da promessa de Obama de pôr fim à proibição, Fehrenbach se
sentiu seguro o suficiente para procurar a imprensa e contar sua história.
O processo ainda não foi concluído e ele continua servindo seu
esquadrão, fazendo o mesmo trabalho, como um homem abertamente gay, "sem nenhum
impacto na boa ordem, disciplina ou moral", diz ele.
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