- 07.março.2010
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Em entrevista concedida à Christianity Today, Gayle Haggard,
esposa do famoso Ted Haggard, pastor de uma grande igreja nos EUA que foi pego
com um rapaz (gay) e foi um dos maiores escândalos nos EUA depois do Jimmy
Swaggart, revela bastidores do seu relacionamento.
Como você ficou depois que o seu marido te contou
tudo o que aconteceu?
No início eu fiquei arrasada. Quando esta
afirmação chegou, vi que tudo aquilo em que nós investimos e acreditávamos
estava desmoronando. Eu chorava muito, como você deve imaginar. Naquela primeira
noite, deitada na cama pensando no que estava acontecendo conosco, eu só me
perguntava: Quem é você? Quem eu serei nesta história? Pra mim estava bem
definido quem é Deus, e que eu acreditava na minha família, no meu marido, na
força da minha família, e na amizade.
Você disse que tinha uma boa vida sexual. Você
tem alguma ideia do porque seu marido tinha atração por pessoas do mesmo
sexo?
Ele havia me dito no início que as lutas em
pensamentos surgiam de tempos em tempos. Ele chegou a falar com alguém sobre
isso, e tentou entender melhor, mas no fim não conseguiu a ajuda que precisava.
Eu apenas pensei que isto era uma tentação, e não entendia a força disso em sua
vida. Pensava que ele sabia lidar com a situação, mas quando isso veio à tona,
me chocou. Nosso casamento era forte. Eu sei que a Oprah Winfrey e outros
disseram que ele deveria aceitar que aquela era de fato a sua identidade.
Honestamente, nossas identidades são constituídas por aquilo em que acreditamos,
e como escolhemos viver nossas vidas. Essa não é a identidade que ele queria
para si próprio. Ele descreveu isso como algo contraditório em relação a tudo o
que ele acreditou e construiu em sua vida.
O que você quer que as pessoas e igrejas aprendam
com isso?
Eu realmente quero que a nossa história possa
oferecer esperança para as pessoas que se encontram em uma crise de qualquer
tipo. Os ensinamentos de Jesus irão nos guiar. Eu também quero encorajar a
igreja de que nós existimos para trazer prazer e cura para as vidas das pessoas,
e não aumentar os encargos com o julgamento e escrutínio.
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