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06
de Agosto de 2010
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- Estudantes dispensaram tratamento mais simpático à candidata do PV à
Presidência, Marina Silva, do que aos adversários Dilma Rousseff (PT) e José
Serra (PSDB).
Na saída do teatro Tuca, onde ocorreu o debate promovido por Folha e grupo
UOL, universitários da PUC hostilizaram petista e tucano --ainda na entrada,
ambos foram recebidos aos gritos de "terrorista" e "fascista".
Marina, ao contrário dos oponentes, parou o carro para conversar com o grupo.
Assim que a presidenciável abaixou a janela do veículo, o estudante de economia
Lucas Pio, 20, viu a deixa para arremessar em seu colo uma bandeira com as cores
do arco-íris, símbolo do movimento gay.
A verde é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e aproveitou o ato
para reiterar sua posição. Questionada por Lucas, defendeu para os homossexuais
"o direito à herança, ao plano de saúde conjunto e a se mudar junto quando
alguém é transferido".
"Mas esse é o limite da minha convicção", afirmou.
Marina insinuou que alguns candidatos apoiam causas só quando a situação é
conveniente. "Não posso fazer como estão fazendo. Tem gente que diz uma coisa
para vocês aqui, e outra [coisa em outro lugar]. Quero que vocês olhem para mim
e digam assim: 'Olha, a gente acha a Marina legal nisso e nisso. Mas nessa
questão do casamento que ela não concorda, nós discordamos dela'."
Em seguida, pediu a Lucas que tivesse certeza de que ela tem "muito respeito"
pelo movimento gay. Sua objeção ao tema "é de consciência". Marina completou:
"Não tenho como ser diferente".
Marina disse ser favorável à união civil, o que não é suficiente para Lucas,
que quer "casamento no papel".
"Nossa vizinha Argentina já aprovou o casamento gay. Queríamos nossos
direitos 100%", disse o estudante. Para ele, Dilma é a mais propensa entre os
presidenciáveis a dar o aval para o casamento entre parceiros do mesmo sexo.
"Ela fez sinal de positivo quando eu perguntei [sobre o tema]." |