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22
de Agosto de 2010
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- Segundo a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis
e Transexuais), há pelo menos dez gays assumidos, duas lésbicas, um bissexual,
uma travesti e uma drag queen disputando as eleições.
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Em reportagem publicada
neste domingo, o jornal Folha de S.Paulo mostra algumas intenções dos
candidatos LGBT. Alguns deles focam nos direitos dessa população, enquanto
outros falam sobre os direitos humanos mais amplo, numa tentativa de
diversificar o eleitorado. Leia a seguir na íntegra:
"Boa noite, tenho 27
anos e sou candidato a deputado distrital. Quero trabalhar para que a palavra
"inclusão" deixe de ser necessária."
Com esse discurso, Michel Platini
(PT) citava sua experiência num bar alternativo de Brasília: intérprete de
sinais e coordenador de campanha para ônibus adaptados e do fórum de pessoas com
deficiência. Sutilmente, Platini falava de sua ligação com um grupo gay do DF.
Assumidamente homossexual, Platini coloca a militância gay sob o guarda-chuva
mais amplo dos direitos humanos, numa tentativa de diversificar o
eleitorado.
Essa estratégia é assumida por uma parte importante dos
"candidatos LGBT". Outra corrente, porém, se atém à bandeira LGBT como principal
mote da campanha.
Segundo a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas,
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), há pelo menos dez gays assumidos,
duas lésbicas, um bissexual, uma travesti e uma drag queen disputando as
eleições.
"Sou, sim, gay assumido, o Brasil inteiro sabe disso. Mas sou
um candidato como outro qualquer", diz Jean Wyllys, ex-BBB e candidato a
deputado federal pelo PSOL-RJ. Para ele, limitar a candidatura a uma bandeira
"acaba levando à derrota": "Tiro por mim mesmo, não quero um candidato tão
restrito".
"Não pode ser uma visão exclusivista", diz Fernanda
Benvenutty, travesti e candidata a deputada estadual pelo PT-PB: "É uma
candidatura das minorias sociais. Defendo a cidadania plena LGBT, das mulheres,
dos negros, deficientes e idosos".
A variação de pautas é recomendada
pela própria ABGLT. "Sou gay, mas vivo num contexto de educação, saúde,
segurança", diz Toni Reis, presidente da entidade.
Manter uma defesa
monotemática é insistir num "discurso ultrapassado", diz Fernando Alcântara,
ex-sargento do Exército e candidato à Câmara pelo PSB-SP.
Há quem tenha
apostas diferentes. "Minha principal bandeira é LGBT", conta Osmar Rezende
(PV-MG), candidato a deputado federal: "Temos 87 direitos negados".
Júlio
Cardia (PV), candidato a deputado distrital, adota a bandeira LGBT: "Quero
tornar Brasília a primeira cidade "friendly" ao gay do Brasil."
Fonte:
Folha de S.Paulo
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